Edição 0095 - 18 de Novembro de 2005
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Menina sequestrada no litoral volta para casa
Criança de 2 anos levada por quadrilha no Carnaval em São Sebastião é libertada após pagamento de resgate

Litoral Norte - Termina o drama. A pequena Beatriz Broit, uma menina linda de olhos azuis, voltou para casa no domingo, dia de seu aniversário de 2 anos, após ficar 41 dias em um cativeiro em poder de sequestradores.
A criança é filha do casal Marcelo e Karen Broit, que mora no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Broit é empresário do ramo têxtil. Beatriz foi libertada por volta da meia noite do domingo, no bairro Parque Novo Mundo, zona leste da capital.
Ela foi encontrada pelo pai e um tio dormindo no banco traseiro de um Fiat Uno vermelho, furtado horas antes no bairro da Lapa e abandonado próximo ao Hospital Municipal do Parque Novo Mundo.

Segundo a família, a menina está bem de saúde e aparenta comportamento normal. Broit só acionou a polícia após pegar a filha. Segundo o delegado da Deas (Delegacia Especializada Anti-Sequestro) de São José dos Campos, João Barbosa Filho, o acerto para o pagamento do resgate ocorreu na última sexta-feira. A família teria pago entre R$ 30 mil e R$ 40 mil aos sequestradores.

PROVA - O delegado informou ainda que antes de fazer o pagamento, a família exigiu uma prova de vida. Os sequestradores teriam enviado fotos de Beatriz ao lado de jornais do domingo dia 13 de março. A negociação entre a família e a quadrilha foi feita a partir de celulares. Os sequestradores exigiram que a mala com o dinheiro do resgate fosse deixada por um taxista próximo a uma favela na Marginal Pinheiros, em São Paulo, por volta das 23h de sexta-feira, dia 19. Segundo Barbosa Filho, a polícia ainda não tem pistas dos sequestradores. "Eles foram muito cautelosos, demonstrando experiência neste tipo de crime", afirmou. A polícia acredita que o grupo que planejou e executou o sequestro de Beatriz era formado por cinco ou seis homens .

O CRIME - O sequestro de Beatriz aconteceu por volta das 11h do dia 7 de fevereiro, segunda-feira de Carnaval, na Praia do Engenho, costa sul de São Sebastião, onde a família possui uma casa em um condomínio de luxo.A menina passeava com a babá identificada apenas como Cláudia, numa viela de areia que dá acesso à praia, quando dois homens obrigaram a babá e entrar com a menina em um carro de cor verde. No carro estaria o terceiro sequestrador.A babá foi liberada no mesmo dia, por volta das 16h, na via Dutra, próximo ao posto Monte Azul, em Aparecida. Ela acionou a polícia para comunicar o resgate e pedir ajuda. Segundo a polícia, a babá ainda faz parte da lista de suspeitos pelo crime.

POLICIA - A própria família teria pedido à polícia que se afastasse do caso. A imprensa também não obteve permissão para noticiar o sequestro.
Ontem à tarde, Broit conversou por telefone com o ValeParaibano. O empresário disse que a filha está bem e que ele a mulher estão aliviados e muito felizes.
Marly Benedita Crescência, que trabalha para a família Broit há 13 anos, disse ontem que Beatriz foi encontrada pelo pai com um conjunto azul, comprado pelos sequestradores. Para ela, aparentemente, os sequestradores cuidaram bem da criança.

"Até mesmo as unhas dela estavam limpas. A menina está muito bem, canta e conversa com todos. Acho que ela não terá problemas com o que ocorreu", disse.
Ontem, o movimento foi intenso no apartamento da família, segundo Marly. No final da tarde, Marcelo e Karen foram até uma sinagoga onde foi realizado um culto para comemorar o fim do sequestro de Beatriz. O casal tem mais dois filhos, um menino de 10 anos e uma menina de 13 anos.

(Fonte: Salim Buriham/ValeParaibano)

 

   

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