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HOMICÍDIOS CRESCEM 40% EM 2005
Foram
38 assassinatos em janeiro de 2005 contra 27 no mesmo período
do ano. Número também supera e muito mortes no trânsito.
Pai
e avó de uma das vítimas, Welington Costa, 18, dizem
que ele era usuário de drogas.
Trinta
e oito pessoas foram assassinadas na Grande Cuiabá em janeiro
deste ano. O número é 40% maior do que o registrado
no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 27 homicídios.
Mortes por tiros, armas de fogo ou espancamento, fizeram mais do
que o dobro de vítimas de outro óbito que entra na
estatística de violência: o trânsito. Mês
passado, acidentes e atropelamentos mataram 16 pessoas no perímetro
urbano da Grande Cuiabá.
Do total de homicídios registrados, a Polícia Civil
identificou 30 autores; 50% em um prazo de 48 horas. Como no caso
da balconista Daniele Cristina da Cruz, 19, assassinada com 12 facadas
no dia 17 pelo ex-marido, Josenilton Ribeiro Taques, 28, no bairro
CPA IV.
Mais uma vez regiões populosas como CPA, Coxipó (Pedra
90) e Cristo Rei, em Várzea Grande, aparecem nas estatísticas
como locais onde ocorrem o maior número de assassinatos.
Só investimentos na área social poderiam diminuir
o número de assassinatos, acredita a polícia, já
que grande parte deles está ligada ao tráfico de drogas.
O consumo desenfreado de bebida alcóolica também serve
de impulso para o aumento da incidência de homicídios.
Exemplo disso foi o caso do agricultor Everaldo Brasiliano Silva,
41, morto depois de começar uma discussão por causa
de pinga. Ele foi espancado até a morte por Paulo César
Dias da Silva, 24, dentro de sua chácara no bairro Recanto
das Seriemas, próximo ao Planalto.
Dados da Delegacia de Homicídios e Proteção
à Pessoa (DHPP) indicam que 58 ou 60,41% dos 294 homicídios
de 2004 foram motivados por uso, venda ou disputa por pontos de
drogas. Em seguida aparecem os que são motivados por vingança,
com 12% dos inquéritos instaurados.
Patrícia Neves
Da Redação
Fonte: Jornal Diário de Cuiabá
www.diariodecuiaba.com.br
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