“SE TUA PÁTRIA CONTA COM UM ÚNICO CIDADÃO
QUE SEJA HOMEM DE BEM, ELA NÃO MANTERÁ
POR MUITO TEMPO SEU MAU GOVERNANTE”
PETRARCA
A QUEM FAVORECE O DESARMAMENTO?
Em muitas outras oportunidades pude discorrer sobre a imoralidade do desarmamento civil, sobre como tal ação cerceia a legítima defesa, sobre o amparo que o direito natural dá à justa reação armada contra o agressor, sobre as falácias pacifistas e sobre campanha pseudocristã em prol de uma romântica e gnóstica idéia. Hoje, sem esquecer esse fundo doutrinário, o qual permeia meu pensamento, abordo um tema prático.
Noticiou a Zero Hora como as armas de fogo tornaram-se cada vez mais visadas em furtos e roubos após a entrada em vigor do malfadado Estatuto do Desarmamento. Na mesma reportagem salientou-se a existência de uma verdadeira tabela de preços, a modo de cotação, para os diferentes modelos de pistolas, revólveres e rifles surrupiados
A princípio pode parecer que a notícia comprova a eficácia da lei desarmamentista, que as armas pessoais servem só para ser furtadas ou roubadas, e que o Estatuto, proibindo-as, irá contribuir para que tais crimes diminuam - sem armas nas mãos dos cidadãos, os bandidos não poderão subtrair-lhas, é o que pensamos rapidamente.
Tosco raciocínio! Se há uma cotação e os preços se elevam - em razão da diminuição das armas nas residências dos homens de bem por causa da nova legislação capitulacionista -, os benefícios serão muito grandes para quem as adquire - sem pagar, é claro -, e as vende. O Estatuto do Desarmamento contribui - e isso já tinha alertado, mas alguns não ouviram - para o aumento do poder e do patrimônio dos traficantes de armas.
Além dos motivos de ordem filosófica, moral e jurídica, invocados para uma oposição ao desarmamento civil, eis aí uma razão prática - tristes tempos de pragmatismo imbecil - a demonstrar a completa inocuidade de uma legislação covarde.
Rafael Vitola Brodbeck
Colaboração: Cel RR PMMT Léo G. Medeiros
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