BRASIL URGENTE
O que está acontecendo, atualmente, em nosso querido Brasil é para deixar qualquer cidadão de mediana inteligência indignado.
Possuímos uma Constituição Federal democrática, entretanto, poderes constituídos desrespeitam a carta magna e as próprias Leis. Existem situações que poder político ou econômico valem mais que as próprias Leis. Como iremos captar investimentos internos e externos num país que não respeita, integralmente, a Constituição e as Leis.
Queremos justiça, igualdade, dignidade, auto estima do povo brasileiro quando lhe falta o básico assegurado pela Lei maior, que é segurança, alimentação, moradia, educação e saúde.
Queremos distribuição de renda eqüitativa, quando existe um alto poder concentrador de riquezas nas mãos de poucos.
Queremos oportunidade de gerar renda e emprego quando existe uma educação desfocada do mercado de trabalho criando um distanciamento, cada vez maior, entre o perfil do profissional formado pelas escolas e o perfil demandado por esse mesmo mercado de trabalho.
Queremos um desenvolvimento sustentável do País, quando as ganâncias econômicas e financeiras de alguns desrespeitam regras básicas de proteção ambiental, exploração de mão de obra, adoção do “jeitinho” brasileiro, entre tantas outras mazelas que aumentam as desigualdades entre organizações e pessoas.
Queremos gerar novos investimentos e empregos, mas somos impedidos pela alta carga tributária, fiscal e trabalhista imposta pelos poderes constituídos.
Queremos ser empresários e empreendedores honestos, mas temos que enfrentar a pirataria, o contrabando, o roubo, a falta de fiscalização efetiva e, ainda, alguns empresários desonestos.
Queremos uma reforma agrária efetiva dando oportunidade a todos atores envolvidos, mas não há vontade política para fazer acontecer.
Queremos segurança e exercer nosso pleno papel de cidadão, mas em alguns casos, não podemos ter confiança naqueles que a sociedade lhes paga para garantir tal segurança.
Queremos cumprir a lei da livre concorrência e iniciativa, mas alguns empresários combinam, previamente, preços de produtos e serviços tirando a oportunidade dos consumidores e da sociedade de exercer essa livre concorrência gerando um fingimento e um faz de conta coletivo, sem reações efetivas dos consumidores e dos órgãos públicos.
Todos nós somos consumidores e movimentamos 2/3 do PIB mundial, mas não exercemos nosso poderoso papel de influência. Está na hora de organizar movimentos da sociedade civil elegendo os bons e denunciando os maus fornecedores, administradores públicos e políticos. Vamos externar nossa indignação pelo caminho da união, sinergia e ação coletiva denunciando as contravenções e exercendo o papel de cidadania.
Queremos olhar para nossos irmãos e semelhantes e não ter compaixão ou pena, pois eles merecem a mesma oportunidade de estudar, produzir e ter uma vida digna, mas alguns representantes do poder legislativo e da administração pública não têm a visão estratégica e nem o perfil gerencial para comandar ações de interesse coletivo.
Estas são algumas considerações que todos os dias enfrentamos e nos sentimos impotentes, pois esperamos que o dia de amanhã irá mudar, que um novo administrador público, ou um novo político não cometa propaganda enganosa contra essa sociedade cansada de esperar.
Não vejo outra saída, em médio prazo, para nosso querido País. Ou fazemos uma força tarefa da sociedade civil, sem variável política-partidária, convergente e sinérgica ou seremos, em breve, dominados pelo estado informal. Pois o cenário conhecido e vivido, atualmente, por todos é de um estado informal tomando conta do estado formal.
Para tanto estamos lançando o “Movimento Brasil urgente”, onde todos atores e autores de espírito coletivo se unam e busquem a saída, urgente, para a grande massa excluída e marginalizada. O que queremos é oportunidades com dignidade. Não precisamos de um prato de comida, nem uma bolsa escola, nem reserva de vagas nas universidades, queremos sim, discutir e participar de um processo efetivo de mudança que busque a relação, perene, de GANHA x GANHA x GANHA – ganha fornecedor, ganha consumidor e ganha a sociedade.
Isto só será possível se começarmos com uma revolução na educação, que muito bem nos ensinou Platão há 2.400 anos, onde dizia que “a EDUCAÇÃO é a base do bem e do justo e como conseqüência é fundamental na formação de bons cidadãos. O Ser Humano ama o conhecido e odeia o desconhecido, uma das regras da natureza”.
Portanto está lançado o desafio coletivo para a busca urgente de mudanças. Este desafio e estas mudanças deverão ser lideradas por pessoas de espírito coletivo e solidário, reconhecidas pela sociedade, que detenham grandes conhecimentos, ilibada moral e com perfil de fazer acontecer. Pois nosso querido País necessita, urgentemente, de novas atitudes e comportamentos fundamentados no campo legal, ético e moral ou estaremos buscando a autofagia da sociedade brasileira.
Colaboração: Osório Elias Resende
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