A
VIOLÊNCIA ANDA SOLTA. ATÉ QUANDO?
O
médico cardiologista Edson Roberto da Rosa Fiel, 57 anos,
foi assassinado com um tiro no coração, em frente
a sua residência. Ele havia trabalhado 12 horas no Hospital
Cristo Redentor e iria gozar um merecido descanso pós-plantão.
Este crime é mais um dos que assolam a família gaúcha
e brasileira. Provavelmente o processo será arquivado como
a maioria, sem encontrar os criminosos. Se considerarmos que a
violência anda solta, a impunidade também tem o mesmo
destino. Parece que ainda não chegamos ao fundo do poço
e a indignação pública ainda não comoveu
nossos governantes para a gravidade da situação.
Por
enquanto a preocupação é com os 150.000 detentos
das 150 prisões brasileiras. Estão tão preocupados
com o desconforto dos presidiários que encontraram a solução:
liberta-los.
Eu
acredito que já chegamos ao fundo do poço. Decisões
enérgicas deverão ser tomadas e as experiências
de outros países e outros tempos devem ser estudadas. O
programa Tolerância Zero que diminui a criminalidade na
cidade de Nova Iorque é um exemplo de decisão política
corajosa, com o respaldo da população, apesar de
extremamente cara. Quem de nós não aceitaria pagar
o preço de um policiamento eficiente. Uma vida salva justifica
o investimento.
A
maioria das prisões abarrotadas são consideradas
desumanas e escolas de criminalidade. Quem sabe a solução
está na criação de uma prisão federal
na Ilha do Bananal (vide as experiências históricas
do degredo na Austrália, Ilha do Diabo e no Brasil). Uma
prisão aberta sob a guarda de forças federais em
que os presidiários poderiam levar sua família e
trabalhar para conseguir seu sustento alimentar e conforto pessoal.
Deu certo na Austrália, pode dar certo no Brasil. As famílias
tradicionais daquele país se orgulham de seus ancestrais
presidiários. Não estou inventando a roda, somente
lembrando que ela existe.
Dr.
Jacó Zylbersztejn
Colaboração:
Brasil
sem grades