ALKIMIN
E ALIADOS VÊEM LIGAÇÃO DO PT COM PCC
O tucano adotou o discurso mais moderado, enquanto as declarações
mais contundentes partiram de Serra e dos pefelistas Bornhausen
e José Jorge.
BRASÍLIA - O candidato à Presidência da República
pela coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, insinuou
que haja motivação política por trás
dos ataques do crime organizado em São Paulo. Ele adotou
um tom mais brando do que o tucano José Serra e dos pefelistas
Jorge Bornhausen e José Jorge, que ligaram o PT às
ações da facção criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC) em São Paulo.
"É estranho
a forma como a coisa ocorre, a época em que ocorre, a maneira
como ocorre e como os fatos são desencadeados. Cabe aos
órgãos policiais e de inteligência investigarem.
Não vou politizar este debate", disse Alckmin, ao
chegar ao senado onde está reunido com o presidente do
PSDB, senador Tasso Jereissati (CE) e o coordenador de sua campanha,
senador Sérgio Guerra (PSDB-PE)
O primeiro ataque ao PT
partiu do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen
(RS) que, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, lançou
a suspeita de envolvimento do partido do presidente Lula com a
facção criminosa. "O PT pode estar manuseando,
manipulando as ações, afirmou, o senador ao jornal,
que um dos articuladores da campanha presidencial de Geraldo Alckmin
(PSDB. "O PT vive no submundo e nada mais me espanta nesse
partido".
Em seguida, de acordo com
a reportagem, Bornhausen afirmou que o partido vive no "submundo
de Santo André", referindo-se a morte do prefeito
Celso Daniel e também ao "submundo do mensalão",
como ficou conhecido o esquema de pagamento de parlamentares em
troca de apoio ao governo.
Em campanha na cidade de
Jales, no interior paulista, O candidato do PSDB ao governo de
São Paulo, José Serra, disse que são fortes
os indícios de que há ligações entre
o PT e o PCC. "Há indícios, sim. Basta você
olhar manifestos do crime organizado, o que eles dizem sobre a
política e coisas que se diz que eles (PCC) dizem, inclusive
nas gravações. Eu não diria que há
provas, mas isso merece ser investigado", comentou.
Em Brasília, o senador
José Jorge (PFL-PE), candidato a vice-presidente na chapa
de Alckmin, também sugeriu que há interesses eleitorais
por trás dos atentados praticados em São Paulo.
"Há uma coincidência: quando as pesquisas estão
a favor de Alckmin, os ataques recomeçam. O PCC trabalha
de acordo com as pesquisas", afirmou.
Denise Madueño
Enviado
por: Fabio Caruso