Edição 0129 - 21 de julho de 2006

Edição atualizada todas as sextas-feiras
Seus Direitos
Cartas da Semana
Proteção e Segurança
Fatos e Fotos
Desaparecidos
Procurados
Soberania Nacional

Segurança Nacional

 
Edições anteriores
 
 
Segurança Publica

 

ALKIMIN E ALIADOS VÊEM LIGAÇÃO DO PT COM PCC


O tucano adotou o discurso mais moderado, enquanto as declarações mais contundentes partiram de Serra e dos pefelistas Bornhausen e José Jorge.


BRASÍLIA - O candidato à Presidência da República pela coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, insinuou que haja motivação política por trás dos ataques do crime organizado em São Paulo. Ele adotou um tom mais brando do que o tucano José Serra e dos pefelistas Jorge Bornhausen e José Jorge, que ligaram o PT às ações da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo.

"É estranho a forma como a coisa ocorre, a época em que ocorre, a maneira como ocorre e como os fatos são desencadeados. Cabe aos órgãos policiais e de inteligência investigarem. Não vou politizar este debate", disse Alckmin, ao chegar ao senado onde está reunido com o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE) e o coordenador de sua campanha, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE)

O primeiro ataque ao PT partiu do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (RS) que, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, lançou a suspeita de envolvimento do partido do presidente Lula com a facção criminosa. "O PT pode estar manuseando, manipulando as ações, afirmou, o senador ao jornal, que um dos articuladores da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB. "O PT vive no submundo e nada mais me espanta nesse partido".

Em seguida, de acordo com a reportagem, Bornhausen afirmou que o partido vive no "submundo de Santo André", referindo-se a morte do prefeito Celso Daniel e também ao "submundo do mensalão", como ficou conhecido o esquema de pagamento de parlamentares em troca de apoio ao governo.

Em campanha na cidade de Jales, no interior paulista, O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, disse que são fortes os indícios de que há ligações entre o PT e o PCC. "Há indícios, sim. Basta você olhar manifestos do crime organizado, o que eles dizem sobre a política e coisas que se diz que eles (PCC) dizem, inclusive nas gravações. Eu não diria que há provas, mas isso merece ser investigado", comentou.

Em Brasília, o senador José Jorge (PFL-PE), candidato a vice-presidente na chapa de Alckmin, também sugeriu que há interesses eleitorais por trás dos atentados praticados em São Paulo. "Há uma coincidência: quando as pesquisas estão a favor de Alckmin, os ataques recomeçam. O PCC trabalha de acordo com as pesquisas", afirmou.


Denise Madueño

Enviado por: Fabio Caruso

 

 

 

 


Site melhor visualizado com a resolução: 800x600 Navegador: Internet Explorer 6.0 Telefone para contato (0xx65) 9967-5291
Copyright © - Todos os direitos reservados por O Quinto Poder - 2003-2007