Edição 0130 - 28 de julho de 2006

Edição atualizada todas as sextas-feiras
Seus Direitos
Cartas da Semana
Proteção e Segurança
Fatos e Fotos
Procurados
Soberania Nacional

Segurança Nacional

 
Edições anteriores
 
 
Segurança Publica

 

DEPUTADO ESTADUAL, CORONEL UBIRATAN FALA SOBRE A VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO


Sr. Presidente, Srs. Deputados, aqueles que nos assistem das galerias e que nos acompanham através da TV Assembléia, venho a esta tribuna para dizer da tristeza e da preocupação da atual situação da Segurança Pública no nosso Estado. Vemos com tristeza, a cada dia, os nossos policiais e os agentes penitenciários, policiais civis sendo mortos por marginais comandados de dentro do presídio. A situação chegou a esse ponto em razão do não-enfrentamento necessário à marginalidade. Essa é a grande verdade. Ao longo da vida, trinta e poucos anos na Polícia Militar, nas ruas enfrentando o crime, sempre alertamos sobre isso. Está aqui o nobre Deputado Conte Lopes. Tive a satisfação de trabalharmos juntos no 1º Batalhão de Choque - Rota, e aprendemos que bandido só respeita uma coisa: força maior do que a dele. Não respeita discurso, campanha tipo “Sou da Paz” ou “Vamos soltar as pombinhas” ou “Vamos nos vestir de branco”. Infelizmente, em função da nossa legislação, a estratégia do não enfrentamento adotada - já é de longo tempo que venho alertando sobre isso - resultou no que estamos passando hoje, quando marginais assumiram, em grande parte, o comando dos presídios na Capital. Exigiram e foram atendidos. Exigiram mudanças de uniforme e foram atendidos. Exigiram televisão e foram atendidos. Foram atendidos em tudo quanto é exigência.

Temos nesse país um dos maiores absurdos que eu já vi. Já trabalhei e viajei muito vendo as coisas de segurança. Temos a aberração da visita íntima que, além da violência, da promiscuidade com que é praticada, acarreta um mal social tremendo. Vai lá a mulher, a amante ou a garota de programa para a visita no fim de semana, muitas vezes engravidam e vêem ter os filhos fora das prisões.

Quem criou filho sabe do que estou falando, o quanto é difícil trabalharmos e lutarmos para encaminhá-lo no rumo certo da vida. Que dirá com o pai preso e a família desestruturada. Isso vira uma bola de neve, e é o que está acontecendo. Fora as benesses da lei, quando dá essas saídas temporárias, quando por cinco vezes os presos vão às ruas nas datas específicas - Dia dos Pais, Dia das Mães, Páscoa e tal. Vão e 10% deles não retornam aos presídios; estatística da Secretaria de Administração Penitenciária. Essa estatística não é minha. Se eles não voltam para o sistema vão para onde? Voltam para o crime. É outra bola de neve, e nós ficamos correndo atrás e os nossos policiais morrendo.

Desta tribuna, gostaria de fazer um apelo ao Sr. Secretário de Administração Penitenciária e ao nosso Governador do Estado para que, já que houve a autorização para agente penitenciário ter uma arma fora de serviço, o Estado forneça essa arma. E não o agente comprar. O agente não tem condições de arcar com a despesa de comprar uma arma, e fazer o curso necessário. E para o Estado, no meu entender, a compra de 20 mil armas para esses funcionários, homens que trabalham na Segurança, não seria ônus nenhum.

Penso que seria uma questão de Justiça, o Estado responsável pelas armas, comprá-las e entregá-las aos agentes para que eles possam defender as suas vidas. Estamos perdendo um agente penitenciário a cada 30 horas. É de estarrecer. Muito obrigado, Sr. Presidente.

Deputado Estadual, Coronel Ubiratan


 

 


Site melhor visualizado com a resolução: 800x600 Navegador: Internet Explorer 6.0 Telefone para contato (0xx65) 9967-5291
Copyright © - Todos os direitos reservados por O Quinto Poder - 2003-2007