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TROPA DE ELITE ENTRA EM AÇÃO NO RJ
O
ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, informou
ontem que a Força Nacional de Segurança Pública
- a tropa de elite criada no ano passado para combater a violência
urbana - vai participar das operações conjuntas
que os governos federal e do Estado do Rio desencadearão
contra o narcotráfico. As operações começam
ainda esta semana, sem data para terminar. No caso da Força,
porém, o ministro explicou que a tropa precisará
de um período de ambientação antes de entrar
em cena.
O
objetivo da iniciativa conjunta é desarmar os chamados
soldados do tráfico, que estariam, segundo o governo fluminense,
entrincheirados e fortemente armados em morros, favelas e zonas
densamente habitadas da periferia. Será a segunda vez que
a Força entra em operação. A primeira vez
foi em Vitória(ES), em dezembro passado.
O plano de ajuda federal ao Rio foi aprovado pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, com quem Bastos despachou anteontem
(31) por mais de uma hora no Palácio do Planalto. O auxílio
foi solicitado pelo governo fluminense há duas semanas,
depois que as autoridades de segurança constataram que
o Estado não tinha condições de enfrentar
sozinho o poder bélico do crime organizado que, além
de numeroso, dispõe de granadas, fuzis e armamento pesado
de uso militar.
Na semana passada, os governos federal e estadual realizaram uma
operação de aquecimento, que resultou na morte de
um traficante e em prisões, durante a ocupação
de quatro morros. Desta vez, as ações serão
amplas e simultâneas em todas as áreas dominadas
pelo crime organizado. Além da Força, serão
mobilizadas as polícias Federal e Rodoviária Federal
e as polícias Militar e Civil do Rio.
Criada no ano passado para ajudar os Estados em situações
de grave crise de segurança, a Força Nacional de
Segurança Pública tem hoje cerca de dois mil policiais
prontos para entrar em ação.
A
corporação é integrada por policiais de elite,
selecionados entre os melhores quadros das PMs dos Estados e treinados
na Academia Nacional da Polícia Federal, em Brasília.
A
Força é acionada, a pedido de governos estaduais,
como alternativa ao uso das Forças Armadas, que não
têm treinamento adequado para atuar em ações
urbanas de segurança pública. Na sua primeira intervenção,
em Vitória (ES), foram empregados 150 homens.
Segundo Bastos, o uso da Força no Rio é importante
para solidificar a parceria entre os governos federal e estadual.
"Vamos levar a Força ao Rio para que ela ajude a consolidar
o modelo de integração das ações policiais
no combate ao crime", disse.
Rio - A primeira ação conjunta entre as forças
federais e estaduais de combate à criminalidade, ocorrida
na semana passada, não teve o resultado esperado. Cerca
de 480 policiais, com apoio de três helicópteros
e de um carro blindado participaram de uma operação
no complexo de favelas da Mangueira na zona norte, resultando
na morte de um suposto traficante e na prisão de outros
três. Na via Dutra, altura do município de Penedo
(sul fluminense), a Receita Federal apreendeu materiais falsificados
e sem nota fiscal.
O secretário de Segurança Pública do Rio,
Marcelo Itagiba, porém, elogiou a atuação
conjunta, informando que a cooperação entre os governos
federal e estadual continuará nos próximos dias.
"Essa é a primeira de uma série de operações
que tem de ir até os Jogos Pan-Americanos de 2007."
Ao ser perguntado se o resultado da ação foi pequeno,
Itagiba afirmou: "um fuzil retirado de circulação
são vidas que estamos poupando."
Fonte:
Folha do Estado
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