UM
BARRIL DE PÓLVORA
Programas
e teses mostram realidade do sistema penitenciário
As
rebeliões registradas, atualmente, nos presídios
do país é a prova de que o sistema penitenciário
brasileiro é um barril de pólvora.
Para tentar mudar esse quadro, teses e programas assistenciais
estão sendo desenvolvidos por instituições
de ensino superior de vários estados.
Penas alternativas
Um exemplo disso é o estudo elaborado pelo Departamento
de Ciências Jurídicas da Universidade de Taubaté
- Unitau, de São Paulo, que comprova que as prisões
não diminuem a taxa de criminalidade.
“Acabam fabricando deliqüentes, além de cortarem
o vínculo do condenado com a comunidade, a família,
o labor e a educacão, gerando na maioria dos casos a
residência de 85%”, segundo o documento.
Por isso, o estudo defende a idéia da aplicação
de penas alternativas e, também, a participação
da sociedade na reintegração do preso para o funcionamento
do sistema penal.
“A prisão deve ser reservada às espécies
mais graves de crimes ou quando o exame dos antecedentes criminiais,
a personalidade e a conduta social do delinqüente recomendarem
essa providência”, acrescentou.
Assistência no cárcere
Já a Universidade Paranense - Unipar, acaba de criar
o Projeto de Assistência no Cárcere, com o objetivo
de promover a ressocialização dos presidiários
e atendimento às suas famílias.
“A exemplo de outras cadeias do Brasil, na da nossa cidade
os presos não têm como fornecer dados necessários
à regularização de suas situações
carcerárias, que acaba refletindo na sua defesa”.
A afirmação é da coordenadora daquele projeto,
Fernanda Matumoto, que lembrou que esse trabalho teve início
quando no Presídio de Umuarama os presos ameaçaram
fazer uma rebelião, alegando falta de atendimento jurídico.
“Fomos chamados para acalmá-los e conseguimos.
O nosso projeto visa dar ao detento um acompanhamento jurídico
de qualidade, para que ele absorva bons ensinamentos, enquanto
cumpre a pena”.
A professora disse, ainda, que a interação entre
família, profissionais da assistência e preso acaba
facilitando o andamento processual. “Um membro da família
pode fornecer dados para melho-rar a situação
jurídica do encarcerado”.
Fernanda explicou que o projeto vai, também, inserir
os acadêmicos do curso de Ciências Jurídicas
na prática da execução do Direito Penal
e Processo Penal.
Já os estudantes do curso garantem que “os presos
nos tratam como profissionais. Com este trabalho de ressocialização,
eles vão sair da cadeia melhores do que entraram. Nossa
intenção é prestar um atendimento digno
e eficaz”, afirmaram.
Fonte:
http://www.crub.org.br/informa/informa_6103/Ci_01.htm