LAVAGEM
CEREBRAL
Sempre que um membro da Associação Nacional dos
Proprietários e Comerciantes de Armas - ANPCA comparece
a um programa de televisão, ou a qualquer auditório
onde a maioria dos presentes é de jovens adolescentes,
é invariavelmente recebido com vaias. Essas vaias são
a prova cabal que a lavagem cerebral movida pelo governo e ONGs
anti-armas está surtindo o efeito desejado entre a população.
Este
fato levou-me a escrever este artigo especialmente para vocês,
jovens adolescentes, que por inexperiência política
e falta de oportunidade desconhecem o verdadeiro motivo do desarmamento.
Tentarei usar uma linguagem bem simples e evitar conceitos pouco
conhecidos para que qualquer um possa entender o que está
por trás da campanha de desarmamento que assola o país.
Para
começar, acredito que saibam que nenhum de vocês
pode comprar uma arma legalmente. A lei determina que apenas
os maiores de 21 anos podem exercer este direito (além
das outras exigências tais como possuir residência
fixa, estar empregado, não estar respondendo a processo,
etc.). Portanto, vocês que são contra o direito
à legítima defesa, na realidade nem podem exercê-lo.
Isto acontece porque o Estado julga aqueles que têm menos
de 21 anos irresponsáveis - ou seja: vocês, por
enquanto, não passam de pobres incapazes. A lei que agora
está sendo considerada no Congresso prevê que os
brasileiros serão sempre e eternamente incapazes para
o uso de armas, independentemente de sua idade, escolaridade
ou padrão moral. Entretanto,
vejam que interessante, ao completar 18 anos de idade, todos
vocês do sexo masculino serão chamados a cumprir
o serviço militar. Isto significa que, com essa idade,
o Estado entende que vocês já têm competência
suficiente para empunhar uma arma e matar (ou morrer) para defender
a pátria. Não é curioso? Pegar numa arma
para defender conceitos abstratos como pátria, independência
ou até mesmo "interesse nacional" é
permitido. Pegar numa arma para defender coisas muito mais palpáveis
e importantes como sua vida, a vida de seus entes queridos,
sua propriedade e seus bens, isso não pode.
Será
que vocês acreditam que, se essa campanha for vitoriosa
e a as armas de fogo banidas para uso civil, ainda será
permitido pegar em armas para defender seu país? Será
que você, impedido de proteger aqueles que você
ama e tudo que possui, aceitará ser convocado para lutar
por uma coisa abstrata chamada pátria? Pátria
de quem, cara pálida? Portanto
irmãozinhos, percebam que essa campanha de desarmamento
civil não vai parar enquanto não conseguir também
o fim das Forças Armadas brasileiras. Não há
justificativa moral para que elas existam se você não
pode defender o que é seu por direito natural, histórico
e sagrado. Se você não pode defender seu lar, porque
defender um pedaço de floresta, ou um pedaço do
fundo do mar a 80 km da costa?
Agora
as coisas começam a fazer sentido. Agora a dinheirama
que entra no país para a campanha de desarmamento é
justificável. Trata-se de uma estratégia de dominação.
Nessa estratégia, é importante desarmar a nação
e não apenas os civis. O desarmamento civil é
apenas o primeiro passo. Serve para ir acostumando o povo com
a idéia da submissão. Não reagir deixou
de ser uma posição de covardia e passou a ser
"politicamente correto". Não reaja! Quero
lembrar a vocês que as Forças Armadas não
servem apenas para combater inimigos externos. Faz parte de
sua missão constitucional preservar a integridade do
país. Sem elas (ou com eles enfraquecidas) fica muito
mais fácil desmembrar o Brasil em dois ou mais outros
países. Que tal, por exemplo, uma nação
Ianomâni independente?
Sei
que vocês estudam na escola a história do mundo.
Nas aulas e nos livros vocês viram que a história
do mundo é uma história de conquistas, seja por
via das armas ou outra forma qualquer. Alguns sonhadores dizem
que o mundo miraculosamente mudou e o primeiro século
do novo milênio que se avizinha (a Nova Era), será
um tempo de paz e amor. Ledo engano, será uma época
de dominação. Dominação econômica,
cultural, e até mesmo territorial. Não reaja!
Agora,
vamos raciocinar um pouco com números. Somos hoje um
país com 160 milhões de habitantes. Destes, apenas
2,5 milhões possuem armas legais (registradas na polícia),
ou seja: 1,6%. Para comprar essas armas esses cidadãos
tiveram que provar que são honestos. Vocês acreditam
que desarmando esses 1,6% de cidadãos honestos diminuirá
a criminalidade ou a violência no país? É
evidente que não. Vejam, portanto, que observando-se
friamente os números podemos perceber que a campanha
de desarmamento é mentirosa em sua essência. Não
reaja! Mas
vocês não precisam acreditar em minhas palavras.
Na parada militar de 7 de setembro de 2000, em Brasília,
um menino de quatro anos (Lucas Moraes dos Santos) apareceu
em todos os jornais do país por desfilar fardado e portando
uma arma de brinquedo. No dia seguinte, tomada de indignação,
a Sra. Reiko Niimi, representante da UNICEF no Brasil, escreveu
ao governo brasileiro dizendo que a foto de Lucas nos jornais
"transmite uma imagem infeliz aos pais e às crianças
de que brincar de soldado não é apenas aceitável
como louvável" (fonte:Jornal do Brasil, 10/9/00).
Vejam, meus jovens amigos, aí está dito com todas
as letras que ser soldado é algo inaceitável e
condenável. Para os anti-armas, defender a pátria
é inaceitável. Não reaja!
Creio
que com esta explicação simples vocês devem
ter percebido que, no mínimo, há algo estranho
por trás dessa campanha de desarmamento. Leiam um pouco
mais sobre o assunto. Procurem se informar. Não sejam
o que os estrategistas chamam de "massa de manobra",
os advogados chamam de "inocentes úteis" ou
o que a galera chama de OTÁRIO.
Reajam!
Leonardo
Arruda
Diretor de Relações Públicas da ANPCA
http://www.anpca.org.br/
Colaboração:
Gerhard Erich Boehme