VOTE ..NÃO. .NO. .REFERENDO. .DAS. .ARMAS!. . .
DEFENDA .SUA .FAMÍLIA!. . .
Quando
há pouco mais de dois anos eclodiu uma das violentas
crises de violência no Rio, em que a polícia se
mostrava impotente para enfrentar os bandidos, que portavam
armas mais potentes e modernas que as dos defensores da lei,
o ministro da Justiça anunciou um Plano Nacional de Segurança,
que não saiu do papel. Aproveitando-se
do desespero da população, o governo apresentou
uma falsa solução, assim com fez quando explodiu
o escândalo Valdomiro e ele fechou os Bingos, e encaminhou
ao Congresso projeto de desarmamento da população
ordeira. Com base em estatísticas duvidosas, afirmações
capciosas e conclusões falaciosas, os defensores do desarmamento,
entre os quais muitas ONGs estrangeiras ou que recebem recursos
do exterior, desencadearam forte campanha para a aprovação
do projeto, que foi transformado em lei de forma apressada.
Estranhamente,
o texto aprovado previu a realização de um "referendo"
sobre a proibição ou não da venda de armas
quando, na prática, isso já está proibido
pela Lei 10.826/03. O honesto teria sido submeter a própria
lei à votação, se verdadeiramente se desejava
ouvir a opinião da população a respeito
de se desarmar ou não os cidadãos de bem, sem
a garantia de que o mesmo vai ocorrer com os marginais. O que
se quer com o Referendo, que vai custar de 200 a 500 milhões
de reais à nação, é jogar sobre
o povo, se o desarmamento for aprovado, a responsabilidade por
eventual, na verdade mais do que provável, fracasso dessa
medida para conter a violência e, mais ainda, por graves
problemas que poderão decorrer de sua aplicação,
uma vez que nada foi e nem será feito para desarmar os
bandidos. O
que parece estar por trás do objetivo e da urgência
dessa lei é desarmar os fazendeiros (basta ver que a
única ação da Polícia Federal até
agora a respeito foi desarmar uma empresa de segurança
que garantia propriedades agrícolas), para facilitar
a ação do MST caso, no futuro, isso se revelasse
conveniente para o projeto de tomada do poder.
Felizmente,
o projeto de poder que vinha sendo montado com a ocupação
de todas áreas do governo parece ter sido desmontado
com as denúncias de Roberto Jefferson e as descobertas
posteriores sobre como o PT se elegeu e como cooptava seus apoios.
Se usarmos para as estatísticas de mortes e ferimentos
no trânsito o mesmo raciocínio utilizado com relação
às armas para justificar o desarmamento, vamos chegar
à conclusão simplista de que devemos proibir a
circulação e a venda de carros para evitarmos
os acidentes. Antes
de perguntar à população se é a
favor ou contra o desarmamento o governo deveria responder a
algumas perguntas. Por
exemplo: vai garantir a segurança de nossos lares contra
a ação de bandidos, que muitas vezes não
se contentam em roubar mas praticam toda sorte de violência
contra os familiares? Vai proteger as propriedades agrícolas
situadas em regiões isoladas e que vêm sendo vítimas
de furtos e roubos, tanto de gado como de equipamentos e insumos
agrícolas ? Vai impedir as invasões de propriedades
por parte do MST, cujas armas (foices, machados, etc.) são
considerados instrumentos de trabalho? Vai proteger os caminhoneiros
que vivem sendo assaltados, e até mortos, nas rodovias?
Vai desarmar os traficantes e quadrilhas cujos tiroteios fazem
tantas vítimas, inclusive por balas perdidas? Não
tenho armas e nem pretendo comprar, mas quero ter o direito
de decidir sobre isso e não deixar que o governo determine
o que deva fazer. Defendo o direito de qualquer cidadão
de possuir em sua casa ou propriedade uma arma, com o devido
registro, para defender-se. É
uma falácia que o desarmamento vai reduzir a violência.
Vai apenas deixar a população a mercê dos
bandidos. Curiosamente, muitos grupos dos que defendem o desarmamento
são contrários à redução
da maioridade para efeito penal e defendem penas mais brandas
para os criminosos.
Colaboração: Marcus C.
S. de Grossi