Edição 0136 - 15 de Dezembro de 2006

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ARMAS: ATAQUES DA ONU

Entre 26 jun e 07 jul ocorreu mais uma armação totalitária na ONU, em Nova York. O objetivo, quase oculto, era reduzir drasticamente o comércio de armas e munições e, conseqüentemente, o direito a tê-las e portá-las. E foi revelado e derrotado. Por isso, pouco ou nada se verá na mídia a respeito.

O título oficial era "Conferência da ONU para Revisar o Progresso Feito na Implementação do Programa de Ação para Erradicar o Comércio Ilícito de Armas Portáteis e Leves em Todos os Seus Aspectos", uma continuação da "Conferência da ONU Sobre o Comércio Ilícito de Armas Portáteis e Leves", de 2001. Cinco anos atrás o Governo Bush foi o grande obstáculo a restrições indevidas ao comércio internacional de armas e, principalmente, a qualquer medida que limitasse o comércio, a posse ou o porte de armas legais dentro de cada País. E, novamente, os Estados Unidos tomaram a dianteira na defesa dos direitos dos cidadãos de todos os países. Eles deixaram claro, desde a abertura deste evento, que garantiriam a Segunda Emenda à sua Constituição (que estabelece o direito do povo a ter e portar armas) e se oporiam a proibições ao comércio internacional de armas e munições.

Com o apoio de alguns outros países e de organizações de defesa de cidadãos, isto foi fundamental para o que ocorreu: o total fracasso da Conferência, do ponto-de-vista dos desarmamentistas e totalitários que pretendiam tornar a população mundial indefesa diante de criminosos de todos os tipos. Não houve nem mesmo um relatório final do evento. Simplesmente, no dia 7 jul, os trabalhos foram encerrados. Agora só se lêem os lamentos de figuras como Kofi Annan, Secretário-Geral da ONU, e Rebecca Peters, uma das chefes da Iansa (entidade antiarmas apátrida), financiada pelo investidor predatório George Soros. Ambos, e outros como eles, dizem que gostariam de impor restrições draconianas à posse de armas, incluindo as portáteis (as que podem ser transportadas e operadas por uma só pessoa, de revólveres a fuzis automáticos), vistas como especialmente ruins. O que realmente queriam era impedir a legítima defesa de cidadãos contra criminosos e tiranos. A munição também era um item de controle, por ser mais fácil restringir sua fabricação e comércio do que tentar recolher as armas já existentes.

É importante ressaltar que a ONU, SoudaPaz, VivaRio, divulgam dados contrários à legislação brasileira. O R-105, Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados, emitido pelo Exército Brasileiro, que é a autoridade regulamentadora de armas no Brasil, especifica que armas empregadas em ações militares devido ao seu poderoso efeito destrutivo sobre o alvo e geralmente ao uso de poderosos meios de lançamento ou de cargas de projeção são armas pesadas.

Portanto, lançadores de granadas e mísseis, morteiros, canhões antiaéreos etc, são armas pesadas no Brasil. Pistolas, revólveres, espingardas, carabinas, fuzis, metralhadoras, de qualquer calibre ou modelo, são armas leves. Querer misturar as duas categorias é mera manobra para confundir o debate e demonizar o cidadão. Não se pode comparar uma barragem de morteiros de 81 mm ou uma rajada de um lançador automático de granadas de 40 mm com o disparo de uma carabina ou pistola semi-automática usada em legítima defesa. Mas é isto que os apátridas capitulacionistas estrangeiros e nacionais querem fazer crer. Tudo para reforçar o poder de bandidos, terroristas e totalitários diante de um povo desarmado e acuado pela retórica.

A ONU não parou suas tentativas de agir. Foi vetada a realização de novos eventos antiarmas até 2012. Contudo, em nov deste ano, o "grupo intergovernamental de entendidos" será reunido para tratar das restrições a armas e munições, com o apoio da Iansa e outros grupos anti-cidadão. Ou seja, devidamente derrotados no debate, querem agir nas sombras e empurrar o assunto para a frente de qualquer modo.

A vitória dos cidadãos no referendo de outubro de 2005 no Brasil é uma espinha na garganta dos antiarmas. Pela primeira vez um povo foi consultado, em plebiscito ou referendo, sobre as armas, e 63% dos votantes decidiram manter seu direito de acesso a armas legais e suas munições. Isto é tudo que a ONU, George Soros, a Iansa, Rebecca Peters, o Partido Democrata dos EUA, e seus esbirros brasileiros, como SoudaPaz e VivaRio, mais temem: um povo que queira ter os meios para se defender.

O resultado do referendo foi malbaratado. Era a ideal oportunidade para ações legislativas que retornassem o Brasil a uma situação normal na qual o cidadão tivesse respeitado seu direito de ter e portar armas para defender a si, a seus familiares e a sua propriedade. Infelizmente, os parlamentares deixaram a oportunidade e o mandado a eles dado pelo eleitor serem desperdiçados.

A própria campanha pró-cidadão foi movida de forma tímida, com um tema que, embora positivo, limitou-se à questão da compra de armas, sem se referir ao direito ao porte. Várias vezes a lei de desarmamento foi elogiada, por ser “rigorosa”, por “dificultar” o acesso legal às armas. Isto criou uma situação anômala que foi notada e usada pelos antiarmas, que a usarão em novas tentativas de desarmar o brasileiro povo.

A imprensa deturpa o assunto. Nota-se um total desinteresse de jornalistas em entender um mínimo de armas, cometendo erros que seriam inaceitáveis em outras áreas, como esportes, política ou economia. A legalidade ou ilegalidade das armas usadas em crimes, os direitos das pessoas, tudo é ignorado em subordinação a uma campanha pela incapacidade de defesa.

O governo federal age contra os cidadãos brasileiros quanto às armas. É uma questão estratégica já iniciada por FHC, que trouxe para o Brasil, artificialmente, o tema do desarmamento civil, juntamente com a demolição das Forças Armadas e a contenção das Polícias. Completou o programa a campanha sistemática de rendição ao crime (Não reaja!), com o requinte de se explicar às pessoas como melhor cooperar com ladrões, e a cada vez maior leniência para com o crime e os criminosos. Tudo isso foi acelerado no governo Lula, com a própria lei de desarmamento passando da draconiana 9.437/97 para a tirânica 10.826/03.

Cabe a nós, cidadãos, protestarmos contra tais atos apátridas, anti-nacionais e anti-povo, e contra a cumplicidade de nossos governantes, escrevendo a ocupantes de cargos públicos, mormente diante próximas eleições, à imprensa, a nossos amigos e familiares, e em pessoa, de forma individual ou em manifestações. Temos ainda de ver o julgamento, no STF, de todas as ADIns que pedem a declaração de inconstitucionalidade da lei de desarmamento 10.826.

Fonte: APADDI: Associação Paulista de Defesa dos
Direitos e das Liberdades Individuais.

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