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ACM AFIRMA QUE REAJUSTE DOS MILITARES É HUMILHANTE.

Senador protesta no Senado contra o parcelamento do reajuste que foi prometido pelo governo para vigorar em maio.

ACM disse que o presidente tinha um compromisso de reajustar e prestigiar os militares.

BRASÍLIA

- O senador Antonio Carlos Magalhães protestou ontem contra o aumento salarial para as Forças Armadas, dividido em duas parcelas - a primeira de 13%, em outubro de 2005, e a segunda de 10%, em agosto de 2006 - anunciado pelo governo federal no sábado. Para ACM, este aumento é uma humilhação.

"O governo vai dar aos militares um aumento de 13% em outubro. Ainda há pouco, deu 21% ao Judiciário, retroagindo, e vai dar 10% em agosto de 2006. O presidente da República tinha um compromisso, assim como o ministro da Defesa, seu vice-presidente (José Alencar), de dar aos militares um aumento de 23% desde maio. O que está acontecendo é uma humilhação para os militares do país", afirmou.

Para o líder político baiano, tudo dá a entender que o processo de contra os militares é proposital. "Evidentemente, às vezes, há o propósito de humilhar os militares para que fiquem enfraquecidos cada vez mais. E o MST (Movimento dos Sem-Terra) possa trabalhar mais à vontade para as desordens no campo e para ser linha auxiliar dos sem-teto na cidade. Quero fazer um protesto veemente em relação a isso", disse o senador, em pronunciamento no plenário do Senado.

Não é a primeira vez que ACM sobre na tribuna do Senado para defender o aumento salarial das Forças Armadas e o movimento das mulheres dos militares, que protestaram semanas seguidas, nas principais avenidas da Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto, sendo reprimidos pela Polícia.

Anteontem, na solenidade de mudança da bandeira, em frente ao Palácio do Planalto, elas voltaram a se manifestar contra o aumento anunciado pelo ministro da Defesa, José Alencar, que é vice-presidente da República.

Em um dos protestos anteriores, durante a comemoração do Dia do Exército, em abril deste ano, ACM lembrou que o aumento de 23% foi prometido ainda no ano passado, logo após o governo conceder reajuste de apenas 10% aos militares e que não foi bem recebido nos clubes militares. "Nem com os militares este governo cumpre as promessas", protestou na época.

Fonte: Correio da Bahia
CABU

 

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