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A
história secreta do Comando Vermelho
Reza
a lenda que a origem da organização criminosa Comando
Vermelho deu-se no presídio da Ilha Grande, ao final da
década de 30, quando bandidos comuns e presos políticos
uniram-se na desgraça para lutar pelos direitos dos presidiários.
Após
a decretação do Estado Novo, em 1937, Getúlio
Vargas amealhou poderes ditatoriais e deflagrou uma violenta campanha
anti-comunista, atendendo o desejo das classes dominantes e respondendo
ao impressionante crescimento do partido comunista brasileiro,
o qual por sua vez vinha recebendo uma enorme quantidade de recursos
de sua matriz em Moscou.
O
resultado dessa campanha foi a prisão em massa de políticos,
jornalistas, intelectuais, artistas, considerados comunistas ou
simpatizantes. Foram mais de cinco mil detenções,
hoje consideradas por experientes analistas jurídicos e
historiadores como totalmente inconstitucional e anti-democráticas.
Entretanto, como se diz, a cada época, sua lei. E atualmente,
aprendemos a ver as qualidades e os feitos de Vargas acima de
suas escorregadelas totalitárias: afinal, não foi
ele o artíficie e líder da revolução
industrial brasileira, que libertou o país de seu triste
destino colonial de simples exportador de matéria-prima
e o colocou nos trilhos do desenvolvimento e da modernidade?
Enfim,
durante o Estado Novo, as prisões federais ficaram sobrecarregadas
de presos políticos, os quais, inevitavelmente, puseram-se
em contato com os demais inquilinos compulsórios daqueles
recintos. E assim dessa associação teria nascido
o Comando Vermelho, sendo que a cor do nome em questão
teve sua razão de ser na cor histórica dos movimentos
anti-capitalistas.
Até onde minhas
pesquisas me levaram, essa história está só
em parte correta.
Como
toda a comunidade acadêmica já está ciente,
fui contratado pelo governo russo, em 2002, muito depois da queda
do regime comunista, a realizar uma série de pesquisas
sobre os "investimentos" políticos que Stálin,
e depois Kruchev, fizeram nos países latino-americanos.
Algumas descobertas que fiz foram realmente surpreendentes.
Não
pensava em divulgá-las no Brasil, pois o governo russo
me contratou com um objetivo puramente científico e acadêmico
para seu próprio país. Aliás, cumpre dizer
que fui tratado com um respeito e uma dignidade que nunca encontrei
aqui. Entretanto, em conversa com meu amigo Olavo de Carvalho,
esse colosso da filosofia marginalizado pelos comunistas enrustidos
da academia tupiniquim, ele me convenceu que eu deveria sim publicar
no Brasil um livro sobre o assunto, visto que as descobertas que
fiz revelam o quão perigosa foi de fato a infiltração
comunista por essas plagas.
A
opinião pública brasileira, contudo, ainda presa
à dogmas socialistas, não tem idéia sobre
como o comunismo continua a ser um terrível perigo para
as instituições democráticas nacionais. Sorte
dela que existem pessoas como eu e o Olavo de Carvalho, que cumprimos
galhardamente o nosso papel de guardiões da democracia
e do capitalismo, sempre denunciando e atacando esses medíocres
seguidores de Marx, Lênin, Mao, Fidel e Stálin -
todas essas figuras que fazem parte do panteão monstruoso
e sangrento do comunismo internacional.
Sendo
assim, divulgo nesse momento uma das minhas descobertas que fiz
junto aos arquivos da extinta KGB (agência de inteligência
russa) e do departamento de influência política do
partido comunista russo, arquivos esses que me foram cedidos pelo
próprio governo russo, o qual hoje, após se libertar
do jugo comunista, procura se desvencilhar ao máximo de
seu passado sombrio.
O
que descobri foi que Stálin autorizou um plano secreto
da KGB chamado Tukik Ried, que significa, num esquecido dialeto
siberiano nada mais nada menos do que (sentem-se, caros senhores,
e respirem fundo) Comando Vermelho.
De
acordo com esse plano, todos os presídios do país
seriam infiltrados com agentes comunistas, os quais deveriam fazer
um trabalho de conversão ideológica dos delinquentes,
de forma a que sua rebeldia criminosa fosse convertida em rebeldia
revolucionária (aliás, a diferença entre
as duas é tão sutil! Vide o exemplo das Farcs, entre
milhares de outras organizações espalhadas pelo
mundo).
O
plano teria sido iniciado por volta de 1938, após o fracasso
de Moscou em realizar um levante comunista no Brasil através
das vias "normais", inclusive dando trinta milhões
de dólares para Carlos Prestes e Olga Benário organizarem
uma revolução.
Entretanto,
por razões de segurança, foi feito um balão
de ensaio primeiramente no Rio de Janeiro. Se fosse bem sucedido
na cidade - como quase o foi -, os recursos seriam investidos
em todas as prisões do país.
O
mesmo plano foi aplicado, anos depois, na Colômbia, culminando
com a criação das Farcs, e em diversos outros países
latinos. Os resultados desastrosos deste plano comunista - como
aliás de todos os planos comunistas - estão aí
para todos verem.
No
caso do Brasil, ou mais especificamente do Rio de Janeiro, o plano
só não foi bem sucedido porque os agentes não
contavam com o caráter irremediavelmente individualista
e capitalistas dos criminosos nacionais. Os poucos que aceitaram
incorporar-se às fileiras comunistas e ter aulas de marxismo
e revolução, o fizeram apenas para receber os recursos
vindos de Moscou e depois fugiram com o dinheiro, as armas e tornaram-se,
isso
sim é verdade, bandidos bem mais alfabetizados e politizados,
mas nem um pouco interessados em sacrificar o mínimo que
fosse em prol dos oprimidos.
No
próximo artigo, fornecerei mais detalhes desse infame plano
dos russos, que tanto ajudou no aumento da criminalidade do Rio
de Janeiro. Por enquanto, esse breve introdução
serve como advertência à ingênua opinião
pública brasileira, que ainda vê com simpatia ou
tolerância partidos e figuras políticas de esquerda,
por ignorarem o histórico de atrocidades, crimes e corrupção
do movimento comunista internacional.
Por
Miguel do Rosário
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