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11 DE SETEMBRO DE 1973
RUMO AO CHILE

Já se realizaram os preparativos do golpe: no que respeita à CIA, aos militares chilenos traidores, aos bandos terroristas fascistas, aos dirigentes do Partido Nacional e à ala direita dos Democratas Cristãos. Já se fixou o momento do golpe. Todas as forças conspiradoras tomaram o rumo do Chile.

Primeiro indício:

As Forças Aéreas norte-americanas põem-se em marcha.

Uns 8 dias antes do golpe dos militares chilenos, a partir de Mendoza-Argentina, aparecem notícias de actividades suspeitas: as unidades da Força Aérea norte-americana estacionadas na referida localidade entram em estado de alerta. Imediatamente antes do golpe de Estado são enviados dezenas de pilotos das Forças Aéreas dos EUA para o Chile.

«L'Humanité» de 5 de Novembro de 1973.

Segundo indício:

A marinha de guerra dos EUA navega rumo ao Chile, não foi por acaso que as manobras conjuntas da Marinha de Guerra dos EUA se iniciaram precisamente no momento do golpe de Estado. a emissora Norddeutscher Rundfunk informou a 13 de Setembro de 1973: «Também anteontem continuaram a sua rota em direcção ao Chile 4 navios de guerra dos EUA.»

Terceiro indício:

O embaixador dos EUA dá luz verde

Poucos dias antes do começo do golpe de Estado o então conselheiro do Presidente Nixon, Henry Kissinger, chamou a Washington Nathaniel Davis, embaixador dos EUA no Chile.

«24 horas antes da queda de Allende efectuou-se uma reunião do conselho de crise do Chile na residência do governo de Nixon, na qual tomaram parte a CIA e a ITT. O embaixador dos EUA no Chile, Davis regressou a Santiago depois da sua visita relâmpago a Washington poucas horas antes do começo do golpe de Estado dos militares.»

 

A reacção dos EUA e a do Chile puseram-se de acordo quanto à questão da intervenção militar: o golpe de estado!

A cumplicidade está provada

A agência Prensa Latina informou: «que, já três dias depois do golpe contra-revolucionário, mudou-se para o Chile, por via aérea, pessoal militar norte-americano da zona do canal do Panamá.»

«Não existe nem o menor indício de cumplicidade norte-americana no golpe...», afirmava o «New York Times» poucos dias depois da derrocada do governo da UP. A mentira ficou descoberta! A cumplicidade e a acção directa do Pentágono no sangrento golpe de Estado do 11 de Setembro estão mais do que provados.

Fonte: http://onzesetembro.com.sapo.pt/page8.htm

TEXTOS DE ALGUNS SITES

DEMOCRACIA TERRORISTA
Um histórico do Imperialismo dos Estados Unidos da América

No Chile, após um curto governo de tendências socialistas, formado pelos social-democratas e socialistas chilenos, que nacionalizou as minas de cobre, o presidente Allende foi morto no sangrento golpe de 11 de Setembro de 1973, organizado pela própria CIA e com participação de marines norte-americanos, onde até o palácio presidencial La Moneda e a residência do presidente Allende foram bombardeados. Este golpe marca o início de uma violenta ditadura liderada por Pinochet que durou até 1990, sustentado pelos escusos interesses estadunidenses.

Autor: Prof. Lucas Kerr de Oliveira
Fonte: http://www.geopolitica.pop.com.br/dem.htm

CHILE: Em 1970 é eleito Salvador Allende (socialista) que pretendia realizar reformas de base, mas com um executivo conservador, um exército reacionário e total apoio direto de Washiton é dado o Golpe Militar pelo Gen. Pinochet. A morte de Allende no sangrento Golpe de setembro de 73 foi clara demonstração de que as classes dominantes internas e externas não hesitaram em se valer dos mais diabólicos recursos quando o "sagrado" direito da propriedade aparece em jogo (se Deus existe, ele não deve ter feito a terra para ser privada) morreram milhares na ditadura mais sangrenta da América Latina onde o EUA injetou mais de US$100.000.000.

Fonte:http://www.companheirox.hpg.ig.com.br/materia1.htm

Novos documentos comprovam papel dos EUA em golpe no Chile

WASHINGTON - Henry Kissinger disse ao presidente Richard Nixon dias depois do golpe militar de 1973 no Chile que os EUA tinham ajudado a criar as condições para a derrubada do presidente Salvador Allende, mostram documentos divulgados esta semana.

A transcrição de conversas mostra Nixon e Kissinger aliviados com a derrubada de Allende, que se matou no dia do golpe. Segundo os documentos, Kissinger, então conselheiro nacional para a área de segurança, diz que os jornais estavam "sangrando por causa da derrubada de um governo pró-comunista".

"Quero dizer, ao invés de celebrarem o feito. No tempo de Eisenhower, teríamos sido recebidos como heróis", afirmou Kissinger a Nixon no dia 16 de setembro de 1973, cinco dias depois do violento golpe liderado pelo general Augusto Pinochet.

Cerca d 3.000 pessoas foram mortas ou desapareceram durante os 17 anos de governo Pinochet.

"Mas não fomos, como o senhor sabe. Nossa mão, de toda forma, não aparece aqui", afirmou Nixon a Kissinger.

"Não fizemos aquilo. Quero dizer, nós os ajudamos", disse Kissinger.

Na quarta-feira, nenhum porta-voz de Kissinger foi encontrado para se manifestar sobre o assunto.

O Arquivo de Segurança Nacional, um instituto de pesquisa de Washington que também serve como uma biblioteca para documentos que deixaram de ser secretos, divulgou mais de 20 mil páginas de transcrições de conversas telefônicas envolvendo Kissinger.

Os telefonemas foram dados entre 1969 e 1974.

Peter Kornbluh, especialista em Chile junto ao Arquivo de Segurança Nacional, disse que os documentos eram "provas incriminadoras, nas palavras do próprio Kissinger, de que o governo Nixon contribuiu diretamente para criar o clima que tornou possível o golpe militar de 11 de setembro de 1973, no Chile".

O golpe contra Allende transformou-se mais tarde em um símbolo da intervenção norte-americana na América Latina durante os anos da Guerra Fria.

Kissinger, que compareceu na semana da conversa com Nixon diante do Senado para participar de audiências sobre sua nomeação ao cargo de secretário de Estado, negou então qualquer envolvimento dos EUA no golpe.

 

Breve histórico da intervenção Norte Americana no Chile:

NO LO CREO EN LAS COINCIDÊNCIAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY

Em 2 de agosto de 1979, o jornal The Washington Post publicava matéria assinada pelo jornalista americano Jack Anderson, denunciando a criação de uma corporação internacional da morte, apoiada pela CIA (EUA) e integrada por corpos de segurança de países do Cone Sul, secundados pela ultradireta. A comprovação das informações de Anderson só aconteceu em 1992, quando um jovem juiz paraguaio, José Fernandez, à procura de documentos que comprovassem um caso de tortura, se deparou com um arquivo gigantesco, de quatro toneladas de informações sigilosas, que tinham sido transferidos para uma pequena delegacia do subúrbio de Assumpção. Esse acervo encontra-se hoje sob a guarda da justiça do Paraguai e continua sendo analisado por representantes de diversas organizações de direitos humanos.

Foi consultando o acervo que o juiz paraguaio tomou conhecimento da chamada “Operação Condor” e ficou sabendo de detalhes da morte de Orlando Letelier, ex-ministro de negócios exteriores do ex-presidente chileno, Salvador Allende, assassinado em Washington, junto com sua secretária, ambos vítimas de um atentado a bomba colocada no carro de Latelier a mando dos generais Manuel Contreras Sepulveda e Augusto Pinochet, principais artífices do golpe de estado que derrubou o presidente Allende.

Os documentos assinados por Contreras, explicitando o convite para a formação da Operação Condor, encontrado nos arquivos do Paraguai, são datados de 1975, mas as operações conjuntas já existiam desde 1974, conforme documento encontrado nos arquivos da CIA. Em Paris, foram assassinados um embaixador da Bolívia e um militar uruguaio; e, no Oriente Médio, um funcionário Chileno. Na Argentina, onde estava exilado, foi assassinado o general chileno Carlos Prats, Comandante-em-chefe do Exército no governo Allende, juntamente com sua mulher, em um atentado parecido com o de Letelier, uma bomba colocada em seu carro foi detonada por controle remoto. A perseguição de opositores políticos já existia informalmente. Um filho do jornalista José Maria Rabello, perseguido por militares brasileiros, esteve preso no Estádio nacional, no Chile depois do golpe que derrubou Allende e foi interrogado por policiais brasileiros. Mas foi a partir da “Operação Condor”, sediada em Santiago, que começou a haver a sistematização das informações, entrega e troca de prisioneiros, além de missões conjuntas destinadas a eliminar opositores em outros países, inclusive fora do Cone Sul.

A ousadia da Dina – Polícia Política do Chile – de enviar dois agentes para matar o ex-ministro Orlando Letelier em plena capital americana, só pode ser explicada pelo apoio irrestrito que o regime chileno vinha recebendo dos Estados Unidos, o que agora está sendo comprovado pelos 5.800 documentos que começaram a ser divulgados em junho de 2000, relacionados com a ditadura Pinochet. A maioria é do Departamento de Estado, do FBI, do Departamento de Justiça e das bibliotecas dos ex-presidentes Gerard Ford e Jimmy Carter. A Cia entregou apenas uma pequena parte – 490 documentos – seguramente por estar tentando ocultar sua participação nos acontecimentos.

Os documentos divulgados comprovam que os Estados Unidos apoiaram e acompanharam passo a passo toda a articulação para o golpe que derrubou Allende, e depois, a onda de assassinatos desencadeada por Pinochet. Em 25 de junho de 1973, a missão da Cia em Santiago informava que a maioria dos oficiais do Exército iam pedir a Allende a substituição do general constitucionalista e comandante-em-chefe do Exército, Carlos Prats, mas podia não obter êxito. “A única via para tirar Prats e outros generais – diz o documento – parece ser o seqüestro ou assassinato”. Alguns dias antes do golpe, a Cia informava com precisão: “a tentativa de golpe começará em 11 de setembro”. E as três Forças Armadas estão envolvidas.

No dia 11 de setembro de 1972, o então presidente do Chile, salvador Allende, estava em casa. Quando soube que o palácio presidencial estava sendo cercado, dirigiu-se imediatamente para o La Moneda . Disse a seus auxiliares que quem quisesse podia se retirar. Às duas filhas, Izabel e Beatriz, esta última grávida, ordenou que se retirassem. Ainda na parte da manhã, Allende recebeu um telefonema do general Pinochet dando-lhe meia hora para deixar o palácio, após o que, seria bombardeado. Pinochet ofereceu um avião para Allende deixar o país. Em resposta ouviu uma profusão de palavrões. De metralhadora em punho, Allende resistiu até a morte.

Vinte e nove anos depois, ou seja, no dia 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos parou diante do maior e mais ousado ataque terrorista de todos os tempos, quando um grupo de pilotos suicidas de Osama Bin Lade, pilotando aviões de carreira, projetou os equipamentos sobre as torres gêmeas, matando mais de três mil pessoas e destruindo, além dos dois prédios mais altos de Nova York, muitos outros imóveis, e carros, e boa parte do conjunto de prédios do Pentágono, onde outro avião pilotado por um terrorista caiu antes de atingir o alvo.

11 de setembro de 1972, a Cia comandava o golpe de estado que derrubou e matou Salvador Allende, presidente democraticamente eleito pelo povo chileno; 11 de setembro de 2001, os norte-americanos param perplexo com uma sucessão de ataques perpetrados por terroristas suicidas liderados por Osama Bin Lade.

Posso até não acreditar em coincidências, mas a história comprova que elas existem, e como existem!

Geraldo Lopes é jornalista e trabalhou em grandes jornais como: O Globo, Diário de Notícias, Jornal do Brasil e Última Hora, além das TVs Globo, Tupi e Record. É autor dos livros "O Massacre da Candelária”(Scrita editorial - 1994) e “O Sistema” (editora Razão Cultural-2000). Vencedor do prêmio Jabuti 2001 na categoria não ficção com o livro "O Sistema - Corrupção e violência nas cadeias brasileira".

 


Autor: Geraldo Lopes

 

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