SOBERANIA / seguranÇa
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Forças
Armadas desenvolvem Operação
Conjunta Ajuricaba II na Amazônia
Começou ontem a fase operacional da Operação Conjunta
das Forças Armadas na Amazônia, denominada Ajuricaba II,
em homenagem ao guerreiro da tribo Manaós que resistiu aos colonizadores
portugueses.
A Operação foi dividida em várias fases e teve
seu início no final de outubro, quando as tropas de outros estados
começaram a se movimentar para a região para tomar suas
posições. O exercício, coordenado pelo Comando
Militar da Amazônia, envolve cerca de 3 mil homens das três
Forças Armadas, embora o planejamento inicial estimasse o dobro,
quantidade que foi reduzida em função de custos.
O objetivo da operação, que se prolongará até
o dia 22 de novembro, é considerar a hipótese de invasão
da Amazônia Brasileira por uma força militar superior tanto
militarmente como tecnologicamente, composta por soldados de um país
mais poderoso ou de uma coligação de países. Trata-se
de um teste para a chamada “Estratégia de Resistência”
do Exército Brasileiro.
O
Comandante Militar da Amazônia, general Cláudio Barbosa
de Figueiredo, disse durante entrevista coletiva à imprensa no
dia 5/11 para explicar a operação que, embora haja preocupação
com invasão das fronteiras amazônicas, ao exercício
nada tem a ver com a ação de guerrilheiros e narcotraficantes.
“Não há nenhuma conotação de combater
FARC ou traficantes colombianos. A hipótese é de invasão
por uma nação com poder de combate muito maior do que
o brasileiro. Não é o caso de nossos vizinhos”,
ressaltou o general Figueiredo.
O efetivo que tomará parte na operação é
apenas uma fração dos cerca de 24 mil homens que o Exército
mantém na região, divididos por oito Brigadas. Mas não
há problema, segundo o general Figueiredo, pois já é
o suficiente para o EB testar suas estratégias.
Além das tropas do CMA, que representarão o Partido Azul
ou os resistentes, participam da Operação Ajuricaba II
tropas da Brigada de Infantaria Pára-Quedista (do Rio de Janeiro),
a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada (de Cuiabá,) a 3ª
Brigada de Infantaria Motorizada (de Goiânia) e a 10ª Brigada
de Infantaria Motorizada (de Recife), que representam as forças
invasoras. Além disso, a FAB e a Marinha participam com suas
aeronaves e navios.
Maiores informações sobre o desenrolar da Operação
Ajuricaba 2 podem ser obtidas no seguintes sites:
Exército
Brasileiro
Força
Aérea Brasileira
Fonte:
http://www.segurancaedefesa.com/Ajuricaba2.html