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ESTA CARTA, DE UMA JUÍZA, FOI ESCRITA
ANTES DE O ATUAL GOVERNO ASSUMIR O PODER.

Você me pediu, há alguns dias, que eu lhe fornecesse alguns exemplos palpáveis de atuação da esquerda, por não acreditar na possibilidade de que ela viesse a tomar o poder no Brasil. Pois bem, vamos lá, queridíssimo. Espero que eu me faça entender. Se nem que seja daqui a trinta anos você me der razão, eu já ficarei satisfeita, lá do assento etéreo em que certamente me encontrarei.
Antes de mais nada, impõe-se um breve resumo sobre o surgimento da esquerda. As expressões “direita”, “centro” e “esquerda” derivam da posição ocupada na Assembléia pelos “partidos” que se formaram na Revolução Francesa (1789): à direita sentavam-se os girondinos (favoráveis à manutenção da monarquia), ao centro ficavam os montanheses (moderados, que queriam mudanças sem radicalismos) e à esquerda os jacobinos (absolutamente radicais, que queriam a total transformação do Estado e de suas relações com a sociedade). Exemplos destes últimos foram Robespierre (o “incorruptível”), Danton (cuja vida foi retratada - e mal - em um filme estrelado por Gérard Depardieu), Marat (dono do jornal “L´Ami du Peuple”, assassinado por Charlotte Corday, cuja cabeça estava impregnada das idéias de Rousseau), todos eles decepados pelo artefato criado pelo Dr. Guillotin (também guilhotinado).

As idéias que predominavam naquele tempo - oriundas, por sua vez, do Iluminismo francês, filho do racionalismo - não eram, em seu objetivo, más. Ao contrário: visavam acabar com um regime opressivo, sem dúvida, oferecendo-lhe maior resistência, através de limitações ao poder monárquico. O problema nasceu quando, ao mesmo tempo em que pregava a liberdade, a Revolução pretendeu estabelecer a igualdade de todos (veja, a respeito, o maravilhoso livro de J. O. de Meira Penna, “A Ideologia do Século XX”). Ora, das duas uma: ou as pessoas têm liberdade, ou são iguais entre si. A igualdade pressupõe a ausência de liberdade, e vice-versa. Aliás, a igualdade é um dos maiores descalabros que alguém pode pretender implantar, uma vez que a desigualdade é a marca de todos os seres - animados e inanimados - que existem sobre a face da Terra (e faz parte do reino das “possibilidades universais”, que Olavo de Carvalho explica tão bem em várias de suas obras). Isso é tão verdadeiro, que mesmo a igualdade perante a lei (em tese, maravilhoso) admite exceções, como nós, juízes, sabemos muito bem: inimputabilidade, ausência de punibilidade, atenuantes ou agravantes da pena, entre outras hipóteses. E nem poderia ser diferente, já que uns nascem pobres, outros ricos, uns feios outros bonitos, uns brancos outros negros ou amarelos, uns inteligentes outros estúpidos, uns sadios outros doentes, e assim por diante.

Mas voltemos à Revolução Francesa. Com essa idéia de igualdade, não faltaram doutrinadores a quererem implantá-la a qualquer custo. Surgiram, então, os socialistas utópicos (Proudhon, Owen, Saint-Simon, Fourier, etc.) e, mais tarde, os socialistas-marxistas, influenciados por seu idealizador, Karl Marx. As idéias revolucionárias foram sendo, pouco a pouco, desvirtuadas de seu rumo inicial, como resultado da ação interventora da mente deturpada dos homens, dando origem às mais variadas “filosofias”. Se fizermos uma linha evolutiva, teremos, em linhas gerais, a seguinte figura:

teocentrismo antropocentrismo racionalismo
iluminismo Revolução Francesa socialismo utópico
marxismo evolucionismo** 1a. guerra mundial
totalitarismo (fascismo, nazismo e comunismo) 2a. guerra mundial revolução social
revolução de costumes (liberdade sexual, drogas, pseudopsicologia e outros “pseudos”, destruição da família, etc.) anarquia mental, moral e intelectual de nossos tempos.  

**não é propriamente derivado do marxismo, mas constituiu uma doutrina muito em voga no século XIX (ex: Spencer), que de certa forma contrapunha-se à igualdade pregada pelos esquerdistas, tentando “provar” a superioridade da raça branca sobre as demais.

Depois de ter tomado o seu espaço, a esquerda passou a avançar a passos largos, embora seu objeto de fundo não seja mais a “igualdade” entre todos (mera bandeira), mas sim a ânsia de poder. Se assim não fosse, os ditadores comunistas não ficariam tanto tempo no poder (Stalin, Lênin, Pol-Pot, Fidel, Mao, Ceucescu). Mas enquanto eles sempre viveram em fausto, o povo mal tinha o que comer.

Agora vamos ao Brasil, pátria amada, idolatrada, salve, salve! Em primeiro lugar, é preciso entender que a esquerda brasileira não está isolada, como em uma ilha. Ela se articula com a esquerda internacional, que continua vivíssima apesar da queda do muro de Berlim e do desmoronamento da URSS. Só para você ter uma idéia, todo o dinheiro da KGB (uma fortuna incalculável) foi pulverizado em várias ONGs e outras entidades ou instituições pelo mundo afora, para financiar as mais variadas ações ideológicas marxistas, como, por exemplo:

1. bancar o juiz espanhol Baltazar Garzón (e todo o esquema judiciário internacional) para que ele providenciasse a condenação de Pinochet. Prova disso é que Fidel, que matou (e continua matando em seus 43 anos de “democracia”) muito mais gente do que ele, não foi e nem será minimamente molestado (não é estranho?);

2. criar o Comitê Internacional de Direitos Humanos, que na verdade somente acorre, com gritos e ranger de dentes, quando algum sem-terra, seqüestrador, narcotraficante, político de esquerda, presidiário ou “excluído” é, de alguma forma, “maltratado”;

3. criar, nos Estados Unidos, um movimento de grandes proporções – que hoje preocupa muito o governo americano – para reivindicar a indenização aos descendentes de escravos (cuja soma, se for realmente paga, já chega perto de 10 trilhões de dólares!!!). Pode ter certeza de que logo, logo essa idéia estará agitando os negros no Brasil. Já pensou se a moda pega? Por que não pagar indenização também aos egípcios, todos eles descendentes de escravos ao tempo dos faraós? E aos romanos? E aos descendentes dos japoneses de Hiroshima e Nagasaki? E aos descendentes dos negros escravos dos demais países latino-americanos? E aos descendentes de negros que foram vendidos como escravos à Inglaterra pelos chefes de suas próprias tribos africanas, cobrando a indenização diretamente de seus países do origem - Angola, Moçambique, etc? E..?

4. fomentar a luta de classes em todos os países (principalmente os menos desenvolvidos), com idéias do tipo “racismo”, “desigualdades sociais” e coisas do gênero;
5. estimular a luta de classes entre os países, criando um ódio idiota aos americanos (e de países pobres contra países ricos) e exacerbando o nacionalismo inconseqüente (que nada tem a ver com patriotismo), que só tem gerado desgraças desde o início do século XX (recomendo, uma vez mais, a leitura de “A Ideologia do Século XX”, do Embaixador Meira Penna, que trata muito bem do assunto).

E assim por diante.

Por outro lado, a esquerda não representa uma corrente única de pensamento. Já lhe falei antes que há várias linhas de atuação: a trotskista (prega a “revolução permanente”), a stalinista-leninista (prega a corrupção dos costumes e do governo, além da luta armada), a maoísta (prega a luta armada, com todo tipo de violência - recentemente foram executados 24 chineses e outras dezenas foram presos pelo simples fato de professarem a fé cristã, proibida na China), a cubana (prega a luta armada pelo “foquismo”) e a gramsciana (prega a “hegemonia”, pelo “intelectual coletivo”, e a “ocupação de espaços”). E mesmo cada uma dessas linhas apresenta variantes, conforme seus integrantes sejam mais ou menos radicais.

Assim sendo, hoje em dia é muito difícil, para quem não está habituado com essas técnicas, reconhecer como elas se evidenciam. Mas vou tentar lhe dar umas amostras, principalmente da via gramsciana, conforme lhe prometi. Até porque ela é hoje a mais empregada nesta “terra brasilis”. Aqui vão elas:

I. Hegemonia: consiste na criação de uma mentalidade praticamente unificada em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela “análise de situação”, etc., de modo que quando a esquerda já tiver tomado o poder, mediante as demais técnicas (uma das quais pode ser, em tese, a revolucionária), não haja qualquer resistência por parte do povo (sim, porque o poder tomado pela violência da luta armada gera sempre oposições viscerais, é claro). Isso é feito com a ajuda do “intelectual coletivo” formado por “intelectualóides” de toda sorte, como professores - principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso) - e a mídia (jornalistas também “intelectualóides”).

O mercado editorial, como já lhe disse mais de uma vez, também está totalmente “patrulhado” pela esquerda. Dificilmente você encontrará obras de um Eric Voegelin (um dos maiores pensadores do século XX) ou de qualquer outro autor liberal ou que se posicione contra a esquerda. O famosíssimo livro de Luís Mir, “A Revolução Impossível”, que retrata a luta da esquerda, de 1935 para cá, para implantar o comunismo no Brasil, simplesmente desapareceu das livrarias e você não o encontra nem em sebos (pode tentar, se quiser). Veja como é elucidativa a afirmação de Louise Beaudoin, representante do Quebec no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (“Minha língua é minha pátria”, Correio Braziliense, Opinião, 14.02.02):

“Fizemos com que a distribuição de livros fosse conservada em mãos quebequenses, pois sabemos que, a partir daí, aquele que faz a distribuição controla a “torneira” cultural.”
É exatamente isso o que vem acontecendo no Brasil, há muito tempo. Você encontra, em profusão, livros do tipo “Os Filhos da Flecha do Tempo” e outros da mesma linha (para não falar no besteirol de Paulo Coelho e nas obrinhas de auto-ajuda), mas não encontra livros (a não ser com enorme dificuldade) que realmente o levem a pensar, a filosofar com isenção, a conhecer os fatos como eles realmente se passaram. Tudo é distorcido com a maior cara de pau, e acaba virando uma “verdade”. Aliás, Hegel, em quem Marx muito se inspirou, já dizia que “se os fatos contradizem as minhas teses, pior para os fatos!”.

A técnica da hegemonia pode ser usada mediante um trabalho paulatino de divulgação de certas idéias (criando uma espécie de hipnose coletiva), ou mediante o uso de bandeiras que apelem para o sentimentalismo, do tipo “justiça social”, “sociedade igualitária”, “democracia”, “cidadania”, “direitos humanos”, “não à violência”, etc., etc., etc. Exemplo: já existe hoje, na mentalidade do brasileiro comum menos informado, a idéia de que somente a reforma agrária irá promover o bem-estar dos trabalhadores rurais, quando na verdade nem se está trabalhando realmente pela reforma agrária, e nem ela é a “pomada maravilha” para o problema que diz pretender eliminar. Se realmente a reforma agrária fosse a solução, por certo não haveria Chiapas (no México, onde a providência foi tomada no início do século XX) e nem os países de primeiro mundo, que não fizeram reforma agrária - apesar de possuírem, como os demais, uma população rural - teriam atingido o grau de desenvolvimento em que se encontram. Mas veja você que enquanto se fomenta a violência no campo, com as invasões do MST em propriedades privadas (produtivas ou não) e em prédios públicos, nenhuma medida é tomada, seja para coibir essa violência (gerando um inconformismo no seio da parcela mais honesta da população), seja para, mediante uma ação política decisiva, dividir as terrinhas brasileiras entre os “reivindicantes”. Essa frouxidão na atuação do Estado é, por si, também um sinal claro de posicionamento à esquerda, não apenas porque deixa com que o movimento estimule a piedade no coração dos ingênuos, que, com isso, se tornam favoráveis ao movimento, apesar da subversão da ordem e do ordenamento jurídico vigente (embora o apoio popular esteja ficando cada vez menor), além de permitir a violência, elemento típico de uma das linhas da esquerda, conforme já lhe falei no início.

Outro exemplo: já está se criando na cabeça da população brasileira a idéia de que nós somos racistas. Ora, meu Deus, nenhum país no mundo se miscigenou tanto quanto o Brasil (é dificílimo apontar um brasileiro que pertença à raça branca pura); nenhum país no mundo cantou tanto em prosa e verso a graça e a beleza da mulata; nenhum país no mundo convive tão bem com pessoas das mais variadas raças e origens quanto o Brasil. O que existe, sim, é um preconceito social, não racial (embora, é claro, haja pessoas racistas, o que não significa que o país o seja. Isso somente seria verdadeiro se a maioria da população pensasse assim). Veja, por exemplo, se Pelé ou outro negro ilustre não é reverenciado, bajulado e tratado com o maior respeito do mundo ante sua posição social ou profissional. Mas veja, também, qual é o tratamento dado a um branco, louro, de olhos azuis, que ande maltrapilho pelas ruas, ou que tenha se tornado um gari ou outra profissão de “menor valor” na escala social. Outro dia mesmo, durante o discurso do Serra, no lançamento de sua pré-candidatura, ele teve o desplante de dizer que o General Alves (que eu conheço muito bem) foi o primeiro negro a atingir esse posto. Mentira! Antes dele houve outros. É claro que não na mesma proporção dos brancos (como também entre os juízes a proporção de brancos é muito superior). Mas o processo seletivo é sempre o mesmo, jamais tendo havido qualquer proibição de acesso a negros. É preciso entender que o baixo percentual de negros em profissões que exigem maior nível de instrução deve-se, simplesmente, ao fato de que logo após a abolição da escravidão, no final do século XIX (1888), a grande maioria dos negros, então absolutamente incultos e sem meios de sobrevivência, acabaram indo para as grandes cidades tentar a vida como caixeiros de loja, como empregados de famílias abastadas, como engraxates, como moleques de recado, como conseguissem, enfim. E aqueles que não puderam arrumar um emprego que também lhes servisse de moradia (o que era muito comum naquela época), foram aos poucos fundando as favelas (principalmente do Rio, de São Paulo, de Belo Horizonte, de Recife e de Salvador), onde continuaram a ter condições de vida miseráveis, muitas vezes até mesmo pior do que a que levavam como escravos. Como o salário que recebiam mal dava para se manterem vivos, evidente que nem mesmo lhes passava pela cabeça estudar, o que era coisa para rico (salvo raríssimas exceções, como Cruz e Souza, Tobias Barreto, Machado de Assis - filho de um mulato pintor de paredes e de uma lavadeira -, José do Patrocínio - filho natural de um padre e de uma quitandeira mulata -, o geógrafo recém-falecido Milton Santos e muitos outros). E mesmo essas exceções, bem como outros negros ou mulatos que se deram bem na vida (Pixinguinha, Dorival Caymmi, Sílvio Caldas, Grande Otelo, Ângela Maria, Alcione, Sandra de Sá, Milton Nascimento, Djavan, Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Pelé, Popó, Milton Gonçalves, Taís Araújo, Camila Pitanga, Valéria Valeska – a “Globeleza”, fora muitos professores, advogados, médicos e outros profissionais negros e mulatos neste país) nada mais fizeram do que comprovar que com esforço e determinação qualquer um pode chegar onde quiser, desde que não seja obrigado, por um regime opressivo, a um trabalho de que não gosta ou para o qual não tem aptidão, como acontece nos regimes ditatoriais, nitidamente os comunistas (únicos ainda hoje existentes nessa modalidade, como Cuba ou a China, sem falar nos de ditadura religiosa, como é o caso do Irã ou do ex-Talebã no Afeganistão).

Pois bem. É comum hoje em dia, por exemplo, você ouvir no rádio ou na televisão, ou mesmo ler em jornais, a seguinte notícia: “Pesquisas demonstram que mais de 80% dos detentos no Brasil são negros, o que leva à conclusão da existência do racismo no País.” Ora, meu Deus, nada mais falacioso! O que acontece é que a parcela mais pobre da população brasileira - principalmente no Rio, São Paulo, Salvador e outras grandes capitais, onde o crime é indiscutivelmente maior do que nos pequenos centros - é constituída por negros ou mulatos, vivendo em favelas, bem pertinho da “elite criminosa” do país. Desse modo, além de terem maior facilidade de acesso à criminalidade (muitas vezes são mesmo “obrigados” a isso, por força das circunstâncias), ainda por cima não têm condições de pagar um bom advogado para defendê-los. Se negros e brancos vivessem todos em iguais condições e, mesmo assim, o percentual de detentos fosse formado preponderantemente por negros, aí sim, poderíamos dizer que há racismo no Brasil.

Está vendo como existe uma distorção de fatos e de dados estatísticos, para fazer com que o brasileiro acredite possuir um defeito moral que, na verdade, não possui? Sem falar, é claro, que com isso (além da absurda “quota para negros”) aí mesmo é que acabaremos nos transformando em um povo racista, com ódio mortal de brancos contra negros e vice-versa.

Não é, portanto, o “racismo” que precisa ser combatido, mas sim as disparidades sociais, promovendo cada vez mais oportunidades para todos, o que só o capitalismo provou ter feito, ainda que não completamente. Tal combate, entretanto, nunca é realizado porque se o fosse acabaria com o terreno fértil para que a esquerda pudesse continuar agindo. Em uma sociedade em que há a menor disparidade possível, também há menor possibilidade de sucesso de doutrinas esquerdistas. Diga-me, por exemplo, qual o país comunista que produziu uma sociedade próspera e desenvolvida? Qual? Qual?

Mas isso tudo faz parte da chamada “luta de classes”, tão incentivada pela esquerda (você se lembra do trecho do Manifesto Comunista de Marx e Engels, em 1848, que prega isso claramente, não?). Já foi criada até uma Secretaria Nacional de Combate ao Racismo (com site na Internet e tudo), o que só serve como cabide de empregos para mais esquerdistas, tornando a manipulação uma tarefa estatal, feita com o dinheiro do contribuinte.

Outro exemplo de hegemonia, sempre produzida pelo “intelectual coletivo” é a que promovem professores de todos os níveis, seja fazendo com que os alunos acreditem que o Direito ianomâmi é mais perfeito do que o brasileiro, seja promovendo o ódio da população ao Estado (pretendendo até que José, Maria e o pequeno Jesus tenham fugido do censo porque odiavam o Estado - lembra-se?), seja achincalhando com heróis nacionais reconhecidos e louvados desde o nascimento do Brasil, seja fazendo juízes acreditarem que fazem da lei “uma promessa vazia”, seja martelando os ouvidos dos alunos com os mais do que batidos chavões do tipo “ditadura militar”, “anos de chumbo”, “porões da ditadura”, seja exortando as crianças a mandarem literalmente à merda todos os empresários e ricos do país (como está, ipsis litteris, em um livro adotado no primeiro grau no Rio Grande do Sul), etc., etc., etc. Lógico que a esmagadora maioria dos alunos, nem mesmo tendo nascido à época dos fatos, acredita piamente nas palavras de seus mestres e dos formadores de opinião (professores e imprensa). E saem, por aí afora, repetindo a mesma ladainha, colaborando, mesmo sem o saberem, para a disseminação das idéias esquerdistas. Ardiloso, não?

É curioso o fato de que, logo após a proclamação da República, Floriano Peixoto também tenha instituído um regime de força, tendo até mesmo Rui Barbosa partido para o exílio (escrevendo, de Londres, as maravilhosas “Cartas de Inglaterra” e sendo o primeiro estrangeiro a se posicionar publicamente sobre o célebre caso Dreyfus) e, nem por isso, os tempos que se seguiram continuaram a martelar a cabeça dos alunos com chavões do tipo “ditadura de Floriano”, “anos de chumbo”, etc. Nem mesmo eu, que me formei no Clássico (segundo grau) em meados dos anos 60, jamais tinha ouvido falar nisso. Muito menos meu pai, que estudou numa época que distava dos tempos de Floriano tanto quanto hoje distamos da contra-revolução de 64. Foi só há algum tempo atrás, que estudando a História do Brasil, fiquei sabendo mais a respeito daquele período que marcou o início da República. Também não se ouve falar nos “anos de chumbo” do Presidente Vargas, que logo depois da revolução de 1930, que derrubou a Velha República, tomou o poder sem ter sido eleito e sequer providenciou a Constituição do novo regime, a Nova República, gerando a Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo. E nem na “ditadura” desse mesmo Getúlio que, em novembro de 1937, deu o golpe do Estado Novo, outorgando a Constituição “polaca” (redigida pelo então Ministro da Justiça, Francisco Campos, o “Chico Ciência”), amordaçando o Legislativo e o Judiciário, colocando na clandestinidade o Partido Comunista e acabando com antigos colaboradores, como Plínio Salgado (chefe do Movimento Integralista) e outros, além de em seguida criar a polícia mais terrível que tivemos, dirigida pelo odiado Filinto Müller. Mas ninguém fala nisso. Ao contrário, sua figura passou à História como o “pai dos pobres”, “protetor dos trabalhadores” e outros apelidos tão glorificantes quanto esses. Ninguém fala, também, da verdadeira ditadura de Stalin, de Fidel, de Pol-Pot, de Mao, etc. Mas parece que hoje em dia há um interesse doentio em manter o ódio e o espírito de vingança (quando, na verdade, deveríamos é ser agradecidos pelo fato de as Forças Armadas terem nos livrado do regime comunista a que, à força, queriam nos submeter), o que acaba revertendo em desserviço ao país, que, com isso, demora muito, mas muito mais tempo para se desenvolver.

O efeito multiplicativo da hegemonia é impressionante, pois as bobagens passam a ser repetidas não apenas conscientemente, por aqueles que têm esse papel como missão, mas também pelos absolutamente desinformados, que se deixam levar pela onda apelativa dos “argumentos”.

Também se pode sentir o efeito da hegemonia em decisões judiciais, por exemplo. Lá no Rio Grande do Sul, governado pelo petista Olívio Dutra, o Poder Judiciário já está infestado de juízes que, conscientemente ou não, estão alinhados com essa técnica gramsciana. Não são poucas as decisões - de primeira e de segunda instância - favoráveis aos sem-terra, em detrimento de toda uma construção jurídica baseada no direito à propriedade privada (constitucionalmente garantida, diga-se de passagem). Em nome de “direitos humanos”, “justiça social”, “democracia” e “cidadania” - aqueles chavões que já mencionei -, fazendeiros ficam sem suas terras, perdem seu gado e vêem desmoronar em poucas horas o que eles ou seus antepassados levaram anos ou décadas para construírem. Tudo isso à força. Posso lhe enviar, se você quiser, um artigo que relata muito bem o que anda acontecendo por lá.

Mas isso não é apanágio do Rio Grande do Sul, não (embora lá seja mais flagrante). Em todos os estados cuja base econômica seja a agropecuária, com invasões de sem-terra, isto está ocorrendo. Há uma carta de uma senhora que vivia em uma fazenda no interior de Goiás, que é simplesmente impressionante. Os requintes de maldade com que os sem-terra invadiram sua fazenda e destruíram tudo o que ela possuía deixam qualquer filme de terror no chinelo. Posso lhe mandar, se quiser. Evidente que, depois disso, ela foi morar com a filha, nos Estados Unidos, e não quer mais nem ouvir falar de Goiás ou do Brasil.
E o Ministério Público, então? As ações perpetradas por Schelb e seu colega, além de integrantes da Polícia Federal em Marabá, foram simplesmente absurdas. Tenho a íntegra da decisão da Justiça Militar - que declinou de sua competência em favor da Justiça Federal comum e da comarca de Marabá -, onde os fatos são relatados com uma clareza de arrepiar os cabelos. Acho que você se lembra do caso: pulando o muro (como ladrões de galinhas), as “autoridades” arrombaram um prédio isolado do Exército e, de armas na mão, renderam o único soldado ali presente, ameaçando-o caso não entregasse documentos referentes a informações sobre o MST. Ora, ora, em todo e qualquer país sério deste planeta as Forças Armadas possuem um órgão de inteligência, justamente porque, constitucionalmente, são garantidoras da lei e da ordem. E se há algum tipo de movimento que as ameace (a lei e a ordem), evidente que devem estar bem informadas sobre isso para, se for o caso (mediante ordem do Presidente da República), poderem agir. Agora imagine se o movimento ganha proporções incontroláveis, exigindo a intervenção do Executivo e, quando vier a ordem do Presidente (que no atual regime nunca virá, é lógico!), o Exército responder: “Que MST? O que é isso? Nem sabemos onde eles estão e nem como atuam! Desculpe, Presidente, mas não vamos poder agir por absoluta ignorância do problema”. Mas o Presidente Nacional da OAB afirmou, na época, que, diante das informações colhidas pelo Exército sobre o MST, sentia “um frio na espinha só de lembrar dos ‘anos de chumbo’”. Dá pra acreditar?

Mas a esquerda, que não é boba nem nada, tem um excelente serviço de informações, com raízes até mesmo no exterior. De resto, foi justamente através desse serviço de informações que ela ficou sabendo que o Exército possuía documentos sobre a atuação do MST. Mas ela pode, não é? Olha só a inversão: a esquerda, sem ter poderes legais para formar uma rede de informações, consegue estruturá-la e utilizá-la sem qualquer objeção, enquanto que um dos integrantes do Poder Executivo (o Exército), que o faz com respaldo constitucional (como em qualquer país do mundo), vê-se acusado de um hediondo crime. Onde é que nós estamos? Que país é esse?

Esta afronta a instituições nacionais não se dá apenas com o Exército ou as demais Forças Armadas. Ocorre também com várias outras instituições, como as Polícias Militares e Civis e, acredite ou não, com o próprio Poder Judiciário. Hoje mesmo eu acabo de ouvir, pela CBN, um verdadeiro descalabro: quando o repórter perguntou ao entrevistado (um médico) se o excesso de casos de erros médicos (estava se referindo a um cirurgião plástico aqui do DF que ontem, pela 5a. vez, perdeu uma paciente devido a complicações de cirurgia) não seria o resultado de um corporativismo (e é, pois eu fiz parte do “sistema” e o conheço muitíssimo bem, e por isso mesmo tratei de sair fora dele), ouvi o entrevistado dizer, com a maior cara de pau, que a culpa é do . Judiciário! Pode uma coisa dessas? Outro dia assisti a uma reportagem sobre um indivíduo que ficou (ou ainda está) preso durante 6 anos sem julgamento, e logo o jornalista afirmou que a culpa é do Judiciário. Isso é uma mentira deslavada! A culpa é de todo o governo federal, que não se preocupa em aparelhar convenientemente o Poder Judiciário. Acho que esse jornalistazinho nunca fez uma visita a uma das Varas deste País, para ver as pilhas de processos que se amontoam nas estantes (o nosso Tribunal é uma verdadeira exceção, por motivos diversos que não me cabe agora declinar). Em outra ocasião ouvi um jornalista (Franklin Martins) dizer que “temos que criar uma lei exigindo que os processos que envolvam fraude eleitoral devem ser julgados em no máximo 6 meses!” (ele estava se referindo ao caso do governador do Piauí - o “Mão Santa”, que só foi afastado, por fraude eleitoral, quase no final de seu mandato). Concordo integralmente! Só que ele se esqueceu de levar em conta que num processo desses há inúmeros percalços, as provas devem ser muito bem analisadas (e não são poucas, pois uma fraude eleitoral é sempre multifacetada), muitas vezes sendo necessária a troca de ofícios entre autoridades diversas e tudo o mais. O que ele deveria ter dito é: “Precisamos aparelhar melhor o Poder Judiciário, para agilizá-lo”. Mas você já ouviu a imprensa defender essa bandeira? O resultado é que a população, que de nada entende, acaba achando que os juízes são todos uns boas-vidas, ganhando rios de dinheiro, que não querem nada com nada e que pouco estão se lixando para o problema das partes. Você percebe a manipulação? Pois isto também faz parte da técnica esquerdista (no caso, mistura de Gramsci com Lênin). Primeiro destrói-se o respeito que a sociedade tem em suas instituições e depois, sob o pretexto de que é preciso melhorá-las, elas são entregues a pessoas “competentes”, estas sim, capazes de resolver os problemas dos pobres, dos injustiçados, etc. e tal. E aí, meu filho, bem, aí, ai de nós...

O mesmíssimo acontece com o Poder Legislativo: fomenta-se a sua corrupção (com o dinheiro do contribuinte, é claro) e depois se denuncia, de forma generalizada, passando a população a acreditar que todos os políticos, sem exceção, são corruptos. Então vem o período eleitoral, e eles começam a dizer que é preciso acabar com a corrupção, o que só poderá ser feito se você, eleitor, votar no PT, no PC do B, etc. (A propaganda do PT na televisão, por exemplo, é cheia de amostras da “boa administração” do partido, como se aquilo que aparece nos filminhos que eles fazem fosse verdade!). É claro que eu sei que também políticos da direita ou de centro-direita usam o mesmo método em época de eleição. O problema é que estes, se não agradam à esquerda, são logo colocados para fora (Collor, ACM, Arruda, Luís Estevão), enquanto que os esquerdinhas não deixam o poder por nada deste mundo. Há como que uma couraça que os protege. Lá no Rio Grande do Sul, por exemplo, já reina a mais absoluta paz, mesmo depois de terem sido descobertas mil falcatruas do PT do Olívio Dutra (lembra-se?). Ademais, até mesmo antes disso já existia na Assembléia Legislativa um processo de impeachment para colocá-lo na rua, mas o patrulhamento da esquerda (não só do PT) não permite que isso aconteça e nem que a população saiba do fato. Veja, por exemplo, como a mídia protege a prefeita petista Marta Suplicy. Se as chuvas que caíram nesta semana sobre São Paulo, provocando os estragos que provocaram, tivessem ocorrido em tempos de Maluf ou de outro prefeito qualquer da direita, pronto: a imprensa “cairia de pau”, mostrando repetidamente várias cenas de pobrezinhos desamparados, de descontentamentos com o governante, etc. e tal. Mas como foi com a prefeita petista...

Mas continuemos. A “hegemonia”, promovida pelo “intelectual coletivo”, também usa o método da desinformatzya, que consiste em manipular dados desmentindo a verdade e verdadeirizando a mentira. Esse método foi denunciado por George Orwell, na década de 40, em seu estupendo “1984”. Exemplo: “O comunismo acabou!”, afirmação feita aos quatro ventos após a queda do muro de Berlim e o esfacelamento da URSS, que na verdade só serve para abrir mais espaço para a esquerda agir livremente. Outro exemplo: o governo anuncia que em “x” anos irá erradicar determinada doença no país. Se não o faz e a doença continuar grassando, em seguida eles tratam de “apagar” os dados anteriores, jogando a público outros dados, fazendo o povo acreditar ou que a doença foi erradicada (mesmo não o tendo sido) ou, pelo menos, que passou a apresentar índices “satisfatórios”, ou que é necessário “tomar medidas” para erradicar essa mesma doença. Com isso, lá se vai mais dinheiro do contribuinte, que, já nem se lembrando mais das promessas anteriores, acaba concordando pacatamente com aumento de impostos, com taxações extras, e tudo o mais. É assim hoje com a inflação, com os índices de alfabetização, de aidéticos, de tudo o que você possa imaginar. Há poucas semanas, o Jornal Nacional transmitiu uma notícia sobre o caos na Argentina, mostrando o quebra-quebra que o povo estava promovendo por lá. Adivinhe qual foi a notícia seguinte, sem intervalo, sem nada? Que a balança comercial brasileira estava superavitária, que nós estamos crescendo, que vivemos em um verdadeiro Xangrilá. Percebe a manipulação? Isto é desinformatzya.

Outra técnica da desinformatzya que está sendo muito empregada atualmente é a de fazer com que a população acredite que tudo o que há de bom neste país foi produzido pela esquerda. A Previdência Rural, por exemplo, foi instituída em 1969, pelo então Ministro Jarbas Passarinho, em pleno regime militar. Mas eu mesma ouvi o FHC afirmar, com todas as letras, que foi seu governo que a criou. Do mesmo modo como afirmou que nenhum governo havia investido mais em energia elétrica do que o dele, quando é patente que o maior investimento no setor foi feito pela “ditadura”. O mesmo acontece com outros projetos levados a cabo nos tempos dos militares, e que acabam passando para a população como obras do governo de esquerda. É como seu eu recolhesse todas as boas sentenças que você prolatou e, apagando o seu nome de todas elas, saísse por aí espalhando que fui eu que fiz. E, sem ter espaço para se defender, você seria obrigado a “engolir o sapo”. Como é que você se sentiria? E depois ainda vêm falar em “ética”...

Há também, é claro, a inoculação do ódio nos corações das pessoas. Veja, por exemplo, esta frase de Che Guevara, ainda hoje tida como “lapidar”, e que pode ser encontrada em seu famosíssimo “Mini-manual do Guerrilheiro Urbano”, publicado em dezenas de países:

“O ódio como fator de luta. O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm que ser assim. Um povo sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal”.

Agora veja esta outra, de Carlos Marighela, chefe da ALN (Aliança Libertadora Nacional), que tinha em seus quadros Sua Excelência, o atual Ministro da Justiça:

“É necessário que todo guerrilheiro urbano mantenha em mente que só poderá sobreviver se estiver disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão. E se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, os latifundiários e os imperialistas”.

E Lula, em suas várias declarações sobre a morte do prefeito Celso Daniel, afirmou que “Ele (Celso Daniel) se encontrará com Marighela, Guevara, Paulo Freire, Henfil, Betinho, Chico Mendes, Toninho e os sem-terra”. Pode uma coisa dessa? Se você prestar bastante atenção, vai se dar conta de que a todo dia há declarações no sentido de endeusar verdadeiros criminosos e de ridicularizar os homens de bem que se preocuparam ou se preocupam em fazer algo de bom para este país, ou que simplesmente discordam, publicamente, das idéias da esquerda.

Como é que se explica que enxovalhem o nome de um Duque de Caxias (com tantos feitos heróicos em nossa História), enquanto que Carlos Lamarca, Carlos Marighela, Che Guevara e outros guerrilheiros, que nada mais fizeram do que instituir o terror por onde passavam, acabem virando nomes de ruas, praças, monumentos, etc? Onde é que arrumam “cara de pau” para dizer que eles lutavam pela “democracia”, se o que sempre quiseram foi implantar o regime comunista na América Latina? E o comunismo, como qualquer pessoa minimamente honesta reconhece, nada tem a ver com democracia, se por esta entendermos liberdade, pluralidade de idéias e de opções, exercício de direitos políticos (votar e ser votado), poderes constitucionalmente constituídos, direito de ir e vir, etc. e tal. Mas já há até um projeto pretendendo incluir a biografia do “herói” Carlos Lamarca no currículo escolar de nossas crianças. E ninguém faz nada! Ninguém diz nada! Minha sorte é que não tenho mais filhos pequenos para criar... Porque vai ser difícil, muito difícil ensinar aos filhos os valores morais e éticos que nos foram legados por nossos antepassados. Com que autoridade poderemos dizer a eles para não roubar, não matar, não desrespeitar as leis, se os “heróis” que lhes estão sendo apresentados nada mais fizeram do que tudo isso?

Mas a “hegemonia” continua agindo, fazendo com que uma enorme mentira assuma a feição de uma cândida verdade. E, igualzinho como se faz com o trio elétrico, o povo vai atrás...

Bem, caríssimo, exemplos da técnica da “hegemonia” podem ser dados aos montes. Se você quiser, enumerarei mais uns. É só dizer.

Passemos agora à outra técnica gramsciana, muito utilizada:

II. Ocupação de espaços: consiste em colocar em postos-chaves pessoas do “partido”, ou, pelo menos, da mesma linha ideológica. Praticamente todo o Ministério e o primeiro escalão do governo FHC são ou foram compostos de pessoas de esquerda, muitas delas com um passado nada recomendável: Aloysio Nunes Ferreira, Ministro da Justiça (o nosso “Ronald Biggs”, cujo curriculum vitae já lhe mandei); José Serra, Ministro da Saúde (que também integrou movimentos revolucionários nos anos 60/70); Raul Jungmann (homem nitidamente alinhado com a esquerda; recentemente chegou até a ir prestar solidariedade ao José Rainha, líder do MST, grande agitador, que já foi condenado por homicídio e ficou por isso mesmo [a imprensa fica caladinha sobre isso]; mas como ele, coitadinho, havia sido baleado, lá estava o Ministro para se solidarizar com o líder dos “sem-terra”; gostaria de saber se a sua mãe, meu amigo, fosse baleada por algum bandido, o Ministro iria consolá-la); Francisco Wefort, Ministro da Cultura (conhecidíssimo homem de esquerda); Sérgio Mota, ex-Ministro das Comunicações (ligado ao FHC e à ideologia da esquerda desde os tempos da “ditadura”); José Carlos Dias, ex-Ministro da Justiça (esquerda até à alma); José Gregori, também ex-ministro da Justiça (que se se inclinar um pouquinho mais para a esquerda acabará caindo no chão, de tão “jacobino”); Reichtull, ex-Presidente da Petrobrás (que fez mil e uma irregularidades à frente da estatal, homem ligado ao MR-8, movimento revolucionário dos anos 60/70); reitores de Universidades públicas e privadas (inclusive as católicas), federais e estaduais, muitos deles nitidamente alinhados com a esquerda; e assim por diante. No início desta semana, por exemplo, tomou posse como chefe do Arquivo Público do Rio de Janeiro uma mulher que, nos “anos de chumbo”, foi militante ativa da esquerda, tendo inclusive participado de seqüestros. Mais uma terrorista no poder! Certamente foi escolhida a dedo, já que terá a oportunidade até mesmo de “criar” documentos que “comprovem” as “maldades” cometidas pelo regime militar. Ou que “comprovem” que o Marechal Osório (o Marquês do Herval), Castelo Branco, Jesus Cristo ou qualquer outra figura que o país aprendeu a reverenciar foi um grande corrupto, um pedófilo ou coisa do gênero. Aí vem um cineasta qualquer, e dizendo ter encontrado “provas” disso, monta um filme para “esclarecer” a população. Como está acontecendo com relação à Guerra do Paraguai, onde se destrói a figura de Caxias, conforme mostra o filme que está vindo por aí. O cineasta (de cujo nome não me lembro agora), teve o cinismo de afirmar que “descobriu documentos reveladores” de que Caxias era um terrorista, tendo “atirado cadáveres infestados do cólera ao rio Paraná”, para contaminar os paraguaios. Bem, meu caro, como a burrice é um mal nacional, evidente que a maioria das pessoas nem pára para pensar que esse rio vai banhar também a Argentina, nossa aliada na guerra, o que seria um absurdo. E ninguém também se dá conta de que o vibrião colérico só foi descoberto muito mais tarde, e que na época de Caxias nem se sabia o que era isso. Mas o povo acredita, é lógico. Isto nada mais é do que mistura de desinformatzya e hegemonia, pela ação do “intelectual coletivo”.

Quer maiores exemplos de “ocupação de espaços” do que estes que enumerei acima? Então, vamos lá!

O Legislativo está repleto deles: José Dirceu (que depois de ter feito curso de guerrilha em Cuba, trabalhou como espião para Fidel Castro durante vários anos e agora, cinicamente, peticionou à Comissão de Anistia, requerendo o pagamento de indenização pelo tempo em que esteve exilado - na verdade não foi exilado, e sim trocado pelo embaixador americano seqüestrado por seus “amiguinhos” guerrilheiros - e vai receber cerca de R$ 60 mil dos cofres públicos, porque, é lógico, o pedido já foi deferido), José Genoíno (que participou da guerrilha no Araguaia, como todo mundo sabe), Jandira Feghali (do PC do B do RJ) e muitos outros (que estou com preguiça de nominar, mas que se você quiser posso fazê-lo em outra oportunidade), que se elegeram justamente porque se faziam de coitadinhos, apregoando aos quatro ventos que haviam sido cassados, presos, exilados (viu só que handicap fabuloso?), como se isso fosse indicativo de suas qualificações para os cargos que pretendiam ocupar. Pobre povo brasileiro que se deixa iludir a esse ponto!

Mas não é só no âmbito federal que isso ocorre. Os estados e municípios estão repletos de políticos gramscianos, quando não trotskistas. É o caso de Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul, de Zeca do PT no Mato Grosso do Sul, de Dante de Oliveira, de Mato Grosso (completamente voltado para a esquerda), de Capiberibe, governador do Amapá (super de esquerda, tendo também participado de movimentos revolucionários durante a “ditadura” - MR8 ou VPR), do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes (vermelho até dizer chega, um dos fundadores, no exterior, da FBI - Frente Brasileira de Informações, encarregada de coordenar a remessa de dinheiro para a guerrilha no Brasil nos anos 70 e de enviar militantes para fazerem curso de guerrilha em Cuba), do ex-governador de São Paulo, Mário Covas (que era totalmente ligado à esquerda, desde antanhos), fora os prefeitos da mesma linha (também posso dizer alguns nomes depois, se você quiser). Aliás, vale a pena ler o livro “A Grande Mentira”, do meu amigo Del Nero, para você ficar sabendo das ações “democráticas” de muitos desses “santinhos”.

No último dia 6 tomou posse, no Tribunal de Justiça Militar do RS (que julga crimes praticados pelos integrantes da Polícia Militar gaúcha) o ex-guerrilheiro da VPR, João Carlos Garcia, um dos 70 prisioneiros trocados pelo embaixador suíço Giovanni Bucher, seqüestrado pelos guerrilheiros durante os “anos de chumbo”. Mais um caso de “ocupação de espaços”.

Também na atividade privada ligada à formação de opiniões a “ocupação de espaços” se faz sentir com clareza. A maioria esmagadora dos canais brasileiros de imprensa (jornais e revistas, TV e rádio) está hoje na mão de esquerdinhas do tipo Franklin Martins (com folha tão suja quanto à do Aloysio Nunes Ferreira), Boechat, Santayana, Caco Barcellos, Maria Lídia (CBN), Elio Gaspari e tutti quanti. Exceções são cada vez mais raras: Carlos Chagas, Alexandre Garcia e... não me lembro de mais ninguém. É que virou moda, entendeu? É in ficar do lado da esquerda, dizendo bobagens. É out contestá-las. E muitas pessoas, por falta sei lá do quê (instrução, informação, discernimento, juízo), acham “lindo” fazer discursos apelativos, emocionais, baseados em bandeiras que nem elas mesmas sabem definir (cá entre nós, nunca vou me esquecer do “discurso” que nossa colega fez em sala de aula ao afirmar que os juízes fazem, sim, da lei “uma promessa vazia”).

Mas tem mais: você já ouviu falar no Instituto Ethos? Não? É uma entidade privada, espécie de ONG, que agrupa empresas de vários tipos com a finalidade de promover assistência social. Parece lindo, não? Só que o que acontece, na realidade, é que muitos dos empresários estão ficando literalmente apavorados com o avanço da esquerda, e tentam, de todo o modo, ficar “amiguinhos” dela, a fim de serem poupados no futuro. Eles conhecem muito bem o que aconteceu com os empresários em Cuba, na antiga URSS, na China, na Albânia, em todos os lugares onde o comunismo impera ou imperou. Se você não sabe, posso lhe dizer depois (agora o assunto é outro). É lógico que não sou contra as empresas fazerem obras sociais, muito pelo contrário. Aliás, acho dever de todo cidadão ajudar o próximo, na medida do possível. O problema é o motivo que leva as pessoas a agirem assim, o que, no mínimo, já retira todo e qualquer valor moral de suas ações. E no caso do Ethos, seu idealizador é um empresário amicíssimo de Lula e de Menegheli, e que confessa aos quatro ventos que “adooooooora” o PT. Mas cabe uma pergunta: se o governo é tão preocupado com as questões sociais, se vive levantando essa bandeira, se vive nos arrochando cada vez mais (o FHC chegou a dizer - eu vi com esses olhinhos que a terra há de comer - que toda a arrecadação do Imposto de Renda vai para obras sociais, o que justificava o aumento da alíquota; e já anunciou o provável aumento do IOF para poder fazer face às perdas com a arrecadação do IR), por que raios as empresas privadas teriam que entrar na dança? Só pode ser (além do medo que já mencionei) graças à inoperância do governo, às suas “promessas vazias”, à corrupção igualzinha à que havia na Rússia, na Romênia, na Albânia, ao blá-blá-blá que nada mais faz do que criar o “ambiente” propício, preparar o terreno para depois, quando a esquerda já tiver ocupado todo o poder, os brasileiros idiotas acreditarem que agora, sim, agora tudo vai ser diferente... Quem viver, verá a diferença!

Pense bem. Se os esquerdinhas do país estão realmente interessados em proteger os menos favorecidos, os pobres, os excluídos, por que cargas d´água vivem fazendo greves de professores, prejudicando, inclusive, o atendimento em hospitais universitários, que são justamente voltados para a camada mais pobre da população? Será que não enxergam que, com isso, acabam prejudicando exatamente a classe que eles dizem defender? É que essa “defesa”, creia-me, é meramente retórica, nada tendo de efetivo. Os números estão aí e não me deixam mentir.

Eu poderia, ainda, falar na atuação da Igreja, que também teve e tem um papel decisivo na disseminação das idéias esquerdistas. Sem lembrar o fato de que muitos padres, durante os anos 60/70, participaram ativamente da guerrilha urbana, ou, no mínimo, deram guarida a vários guerrilheiros. Você há de perguntar: mas será que há padres comunistas? E eu respondo: Claro que não! O que há é comunistas padres! Você percebe a diferença? Não? Então lhe conto: durante muito tempo (e isso existe até hoje) muitos simpatizantes do comunismo eram cooptados pela Igreja (como por outras organizações, como as instituições de ensino, as Forças Armadas, a Polícia Militar ou a mídia) e aí acabavam virando padres, professores, militares, policiais, jornalistas, etc. O processo é por demais conhecido, embora hoje quase não seja mencionado. Atualmente, por exemplo, nada mais comum do que imiscuir pessoas nas Forças Armadas e nas Polícias Militares (como soldados, evidentemente) para que aprendam todas as técnicas de combate e que depois, ao saírem de lá, vão integrar quadrilhas de assaltantes, movimentos guerilheiros (tipo MST) ou coisa parecida. E se alguns deles são de plano descartados pela corporação, por não terem sido aprovados em testes psicotécnicos (que logo revelam suas tendências mais ocultas), sabe o que acontece? Eles procuram imediatamente um advogado, que entra com uma ação (geralmente Mandado de Segurança, com pedido de liminar), e logo são reintegrados porque os juízes, em sua maioria, nada conhecem a respeito. Já houve vários casos de pessoas que, tendo voltado à corporação de origem por força de decisão judicial, acabaram praticando crimes após os conhecimentos que adquiriram lá. Mas ai dessas instituições se ousarem barrar o acesso de potenciais criminosos!

Mas passemos adiante. Uma das maiores demonstrações da intenção esquerdizante de nosso país é a nossa tão decantada Constituição de 1988, cheia de “reivindicações impossíveis”, à moda de Habermas (que, aliás, pertenceu à Escola de Frankfurt, encarregada de divulgar a doutrina marxista na Europa após a primeira guerra mundial - anos 20). Além do fato, é claro, de incluir em seu texto praticamente todos os direitos dos trabalhadores, o que, cá entre nós, é de um absurdo infinito: a par de encher o Supremo - que tem mais o que fazer, ou pelo menos deveria ter - de causinhas de domésticas que não receberam o aviso prévio, ainda faz engessar a economia brasileira. Sim, porque direito de trabalhador dependerá sempre da saúde financeira de quem paga seus salários, saúde essa que sofre as mais variadas circunstâncias, não podendo se prender a regras fixas de uma Constituição. E num país como o Brasil, de economia ainda instável (a estabilidade é meramente aparente), fica difícil ter empregados com tantos direitos. Veja se é assim no Japão, nos Estados Unidos, no Canadá, na Nova Zelândia, países muito mais sérios do que o nosso.

Depois de tudo isso, você irá me perguntar: mas onde estão os líderes de centro-direita, que não fazem nada? A resposta é simples: massacrados. Não conseguem abrir a boca para nada, pois tudo o que disserem será alvo de uma avalanche de protestos por parte da esquerda brasileira. Experimente você, por exemplo, dizer em uma entrevista que é contra a quota para negros ou que o problema do Judiciário é estrutural e não “ideológico”, ou seja, que os juízes são, em geral, muito bem preparados (pelo menos em termos técnicos), mas não conseguem dar conta de tamanho volume de trabalho. Cai o mundo! No dia seguinte, se não no mesmo, você será tachado de “nazista”, de “burguês metido a besta” e de todos os epítetos que puderem lhe arrumar. E, com isso, mesmo as pessoas que enxergam o que anda acontecendo, acabam ficando com medo de expressar sua verdadeira opinião. Resultado: a hegemonia avança a passos largos, com o “intelectual coletivo” agindo como a mão invisível do Adam Smith.

Pois é, queridíssimo, a nossa sorte é que enquanto se faz sujeira durante o dia, o Brasil cresce durante a noite. Sempre foi assim. Também temos sorte pelo fato de que nem todos os órgãos, públicos ou privados, foram ainda tomados pela esquerda. Há, por enquanto, ilhas de exceção. Mas a continuar desse jeito, em menos de 10 anos Gramsci terá vencido. Principalmente se levarmos em consideração o empenho de Fidel e de Chávez, que fazem de tudo para “recuperar na América Latina o que perdemos no leste europeu”. E você deve saber muito bem que Lula já esteve visitando ambos, a fim de buscar “inspiração” para seu governo, caso seja eleito.

De qualquer sorte, o que me revolta é ver a absoluta falta de honestidade intelectual que predomina atualmente. As pessoas fazem, descaradamente, afirmações completamente falsas, distorcem o passado, dão nó no presente e ainda projetam um futuro de mar-de-rosas para a população que, coitada, crédula, vai acreditando nas falsas promessas do tipo “justiça social”, “cidadania”, “democracia”, “direitos humanos” e outras baboseiras esquerdistas do gênero. Mas veja você que apesar da pesada carga tributária a que estamos sujeitos, apesar do aumento incessante de tarifas de energia, telefone e o escambau, apesar das CPMFs da vida e de tantas outras “contribuições” destinadas, em princípio, a diminuir as desigualdades sociais, a miséria aumenta a cada dia, com um terço da população vivendo abaixo da linha da pobreza, segundo as estatísticas oficiais (não sei se é verdade). A violência está em uma escalada sem fim. Aliás, o crime organizado é o braço armado da esquerda, desde os anos 60, quando os presos políticos, confinados no Presídio da Ilha Grande, passaram a aprender com os delinqüentes comuns as técnicas de assaltos, roubos, etc., enquanto que deles aprendiam técnicas de guerrilha, com uso de armas pesadas. Veja que vários integrantes das FARC participaram do Fórum Social Mundial, a convite do governo gaúcho (é mole?). E olhe que em 2000 foi aprovado o repasse de 700 milhões de reais para os Estados combaterem a violência! O que fizeram desse dinheiro? Os serviços públicos de saúde estão abaixo da crítica. Minha empregada que o diga, pois desistiu de ficar esperando por um médico de um posto de saúde, horas a fio, em vários dias, e acabou pagando todo o salário mensal para fazer o tratamento de que precisava. E a dengue, então? E as demais doenças endêmicas que desde Cabral ainda matam milhares de pessoas no Brasil - malária, doença de Chagas, esquistossomose, leishmaniose? As estradas estão intransitáveis. A educação vai de mal a pior, tendo colocado o Brasil em último lugar, entre 32 países, em simples compreensão de textos. Etc., etc., etc.

A manipulação de dados e a forma forçada de se fazer uma pesquisa são uma constante neste país de idiotas. A Deputada Jandira Feghali (PC do B/RJ), por exemplo, lançou a seguinte pergunta em seu site: “Você acha que os ataques ao Afeganistão são a melhor forma de combater o terrorismo?” Só são oferecidas duas respostas para o cidadão escolher: sim ou não. Ora, evidente que os ataques ao Afeganistão não constituem a melhor forma de combater o terrorismo, e a maioria das pessoas irá responder “não”. Com isso, qual vai ser o resultado que ela vai divulgar? Que a maioria da população brasileira é contra os ataques ao Afeganistão, o que é coisa completamente diferente do objetivo da pesquisa. Mais uma manipulação da nossa esquerda.

Você me perguntou, outro dia, como é que um governo de esquerda pode dar rios de dinheiro para ajudar o PROER. Nada mais lógico: se antes, por estarem agindo na clandestinidade, os militantes precisavam assaltar bancos, trens e carros-pagadores para obter dinheiro para sustentar a guerrilha a fim de implantar o comunismo, hoje, no poder, conseguem isso simplesmente por meio de “ações políticas”. Não é muito mais fácil?

Os governos militares podem não ter agradado a gregos e baianos, podem ter tido suas mazelas (que sempre existem onde o homem atua, variando de intensidade de acordo com as boas ou más intenções que neles habitam), mas sem dúvida levaram o Brasil a um patamar nunca visto: saímos da 43o. (quadragésima terceira!) para a 8a. (oitava!) economia do mundo (hoje já fomos rebaixados para a 10a.), os níveis inflacionários eram fichinha, havia escola e saúde para muito mais gente do que hoje, a violência nem de longe chegava ao que representa atualmente, nossa capacidade elétrica foi multiplicada em várias vezes, a rede viária foi expandida, o sistema de telecomunicações foi intensamente incrementado (fazendo com que saltássemos da Idade da Pedra para a modernidade), o brasileiro podia confiar em um futuro melhor. Evidente que outros fatores, além da atuação da esquerda (mas esta é preponderante), contribuíram para esse caos que estamos vivendo. Mas se pelo menos tivéssemos continuado com uma política de Estado, como eles faziam na época, ao invés de políticas de governo (o chamado “presentismo”), como se faz desde que o País voltou à “normalidade”, certamente teríamos continuado a crescer e hoje estaríamos em condições muito melhores. Mas o revanchismo e o espírito de vingança, típicos da esquerda sul-americana, não permitem que andemos para a frente no ritmo que seria necessário - e perfeitamente possível.

O que acontece é que a esquerda não “engole” o sucesso do desenvolvimento do país durante o regime militar. Não consegue admitir que o regime teve sucesso, inclusive pelo fato de os militares terem acabado com o “sonho” da implantação do comunismo no Brasil. O salto gigantesco que fizemos demonstrou a competência de um regime sério, enquanto que as ditaduras esquerdistas, do tipo Fidel, não conseguem dar um passo à frente, deixando a população viver em miséria quase absoluta. Leia o livro “A Ilha do dr. Castro”, de Corinne Cumerlato e Dennis Rousseau, recém-publicado, e que mostra muito bem as “delícias” do país cubano (aliás, é bom comprar logo antes que acabe, como acontece com todos os livros que apontam as mazelas da esquerda).

Como dizia o maravilhoso sociólogo francês Bertrand de Jouvenel, “quanto mais consideramos a questão [do redistributivismo, ou seja, da passagem do dinheiro dos ricos para os pobres em governos socialistas ou “sociais-democratas”], tanto mais claramente se evidencia que a redistribuição (da fortuna) é, de fato, muito menos uma redistribuição da renda livre dos mais ricos para os mais pobres, como imaginávamos, do que uma redistribuição do poder do indivíduo para o Estado”. (você vai entender isso muito melhor depois que ler O Jardim das Aflições, do Olavo, embora ele não fale propriamente de redistributivismo).

Aliás, o redistributivismo é apenas mais um chavão utilizado pela esquerda, pois ele não ocorreu nem na Rússsia, nem em Cuba, nem na China, nem na Albânia, nem na Romênia, nem em lugar algum onde o comunismo se instalou. Só mesmo um cego para não ver isso!
Well, espero ter contribuído, nem que seja um pouquinho, para você entender o quadro sócio-político em que vivemos. É claro que há muitíssimos outros exemplos, mas acho que você não gostaria de ler mais do que esse montão de folhas que eu já escrevi. Além do mais, também é preciso ter uma boa idéia do passado de nossa História, da História mundial, ainda que em linhas gerais, para que se possa fechar o quebra-cabeças e ter uma noção do conjunto. Como sei que você é um homem inteligente, é lógico que se houver algum “claro” com relação a esses temas, facilmente você irá preenchê-lo. Principalmente com a leitura de “O Jardim das Aflições”, que relata minuciosamente a evolução do pensamento mundial no Ocidente. E, de minha parte, continuo ao seu inteiríssimo dispor, a despeito de minhas imensas limitações.

Brasília, fevereiro de 2002.

Marli L. C. de Góes Nogueira
Juíza Titular da 6a. Vara do Trabalho de Brasília, pós-graduanda em Direito Constitucional pela UnB e diplomada pela Escola Superior de Guerra em 2000.
Colaboração: Marcus C. S. de Grossi

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