CARTA AO PRESIDENTE DO CLUBE MILITAR
Exmo Sr
Gen Ex LUIZ GONZAGA SCHROEDER LESSA
Presidente do Clube Militar
1.
Dirijo-me a V Exª tendo em vista não apenas a sua condição
de Presidente do Clube Militar, de históricas tradições
como caixa de ressonância dos sonhos e aflições
de nossa classe, mas, sobretudo, por seu patriotismo, sua reputação
no meio castrense e pelo elevado respeito que desfruta no Congresso
Nacional e no seio da sociedade civil.
2. Em virtude do açodamento dos ânimos entre os militares,
pela excessiva demora na solução do problema salarial
e pelo estado material das Forças Armadas, e da incrível
avalanche de denúncias que diariamente se observam no espaço
cibernético, o tempo não me permitiu realizar um estudo
profundo da atualidade brasileira, como era a intenção
inicial. Limitar-me-ei, então, a enfocar alguns pontos de
maior relevância, nos campos político e militar para,
no final, alinhavar uma conclusão mais pertinente à
questão salarial e ao papel dos militares na manutenção
da ordem interna.
3. Assim, no que tange à
conjuntura nacional, os aspectos que hoje mais preocupam os militares,
por afetarem diretamente o desempenho de suas funções
ou a sobrevivência de suas famílias, podem ser sintetizados
na forma que se segue.
a.
A situação política é de extrema gravidade,
com iminente risco de se transformar em crise institucional.
b. O Presidente da República e o Partido dos Trabalhadores
vêm externando a intenção de movimentar as massas
em defesa do mandato presidencial, a partir do momento em que as
investigações sinalizem no sentido do julgamento político
do Presidente, que nos parece inevitável, se não houver
a gigantesca acomadação de poder que ora se desenha
no jogo de interesses escusos que envergonham a vida política
brasileira.
c. O Gabinete de Segurança
Institucional (GSI) da Presidência da República, instrumento
de informação do poder executivo, constitui, na prática,
a ressurreição maquiada do SNI, antigo modelo investigativo
que - malgrado os eventuais excessos que se lhe atribuam -, foi
muito útil enquanto dedicado a um regime de força.
Esse modelo encontra-se hoje completamente esgotado, porque comprovada
está a sua inadequação para o encargo essencial
de âncora informativa de um sistema democrático, onde
vigem outros parâmetros inerentes à liberdade e à
independência dos poderes constituídos. A dedicação
exclusiva do gabinete ao executivo federal é a raiz de sua
atuação deformada, sendo risível a histórica
alcunha de arapongas atribuída a seus profissionais. É
também incompreensível que a vinculação
de seu chefe ao Presidente possa chegar a tal ponto que, diante
de um esquema de corrupção tão evidente, o
Gen Felix tenha que escolher entre manter a lealdade a um Lula desmoralizado
e admitir que de nada estava informado, não se sabendo qual
a pior das duas posições. E muito duro é para
nós simplesmente sermos constrangidos a fazer esse comentário
a respeito da atuação de um órgão chefiado
por um amigo a quem tanto prezamos.
Alguma coisa está
errada e não há mais dúvida que esse modelo
tem que ser repensado, para que o puro poder da informação
não sirva apenas a um dos Poderes da República, deixando
o chefe do GSI refém do caráter do chefe do executivo,
posição bastante desconfortável.
d. Constata-se uma urdidura
palaciana para viabilizar a perpetuação do PT no poder,
sob a forma intermediária de "chavização"
ou "mexicanização", ao arrepio do compromisso
presidencial de conduzir o Brasil no rumo da consolidação
democrática, dentro das normas constitucionais. Enquanto
Presidente, o Lula vai negar essa intenção e continuar
se apresentando como a grande vestal da República, mas, convenhamos,
a sua palavra pouco significa: é pura demagogia! Nesssa linha
de raciocínio, podem-se alinhavar os seguintes indícios:
1) o controle externo do
poder judiciário;
2) a pressão do executivo
para manietar o ministério público;
3) a tentativa de impor um
catecismo à imprensa e os "acordos" tácitos
de posicionamento simpático ou de não-oposição
de expressiva parte da mídia, obtidos a partir de empréstimos
a juros baixíssimos junto ao BNDES, sem qualquer transparência
para a sociedade;
4) o apoio declarado do governo
petista aos movimentos ilegais de massa capitaneados pelo MST, incluindo
o seu absurdo beneficiamento com elevados recursos públicos;
5) a providência clara
de desarmar a sociedade civil, bem à moda de outros tiranos
da humanidade, com o declarado apoio de entidades jornalísticas
distinguidas com benesses financeiras do governo federal;
6) a visível estratégia
de "esqerdizar" a nação, conduzindo-a a
um estado bolchevista, deduzida de várias declarações
de elementos governistas e do insofismável propósito
de formação de um triângulo socialista latino-americano,
enlaçando Cuba, Venezuela e Brasil nesse objetivo comum,
com o apoio explícito do narcotráfico colombiano,
como acintosamente se depreende dos rumos anualmente reacendidos
no Foro de São Paulo;
7) o posicionamento pessoal
do Presidente, veículado pela imprensa, de apoiar-se no famoso
princípio socio-comunista de que os fins justificam os meios,
ao externar a senha "tudo pela causa", freqüentemente
comentada no meio político e na mídia, que serviu
de mote para a cooptação e a montagem dessa imensa
teia de corrupção petista, com ênfase nas estatais,
em bancos privilegiados, nos fundos de previdência privada
e na ação condenável de empresários
inescrupulosos e contraventores da máfia dos vídeo-bingos;
8) o processo de compra de
conciências de significativa parcela de congressitas, com
o aparente intuito de aprovar medidas e leis de interesse do governo
petista, mas com o desígnio inconfessável de desmoralizar
o poder legislativo, tornando-o intrumento dócil de suas
manobras continuístas;
9) o sucateamento das Forças
Armadas, rebaixando-se o seu aparelhamento a um patamar jamais imaginado,
a ponto de reduzir a níveis inaceitáveis sua capacidade
de manter a ordem interna e de enfrentar qualquer ameaça
mais séria à Soberania Nacional, atributo este com
que hoje, além dos militares, apenas uma ínfima fração
de governantes, de políticos e da mídia demonstram
real preocupação;
10) a insidiosa humilhação
imposta aos Cmt das Forças Singulares, à tropa e à
familia militar, tratados com flagrante desrespeito, em comparação
com outros segmentos (mesmo ilegais, como ó MST), como fielmente
retratado pela mídia;
11) o propósito não
declarado de causar cisão no meio militar, como se observa
na questão salarial, oferecendo-se índices de reajuste
ofensivos à classe, ao tempo em que se favorecem outras categorias,
até similares, como ocorrido há poucos dias com o
aumento real concedido às forças de segurança
do Distrito Federal, aquinhohadas com +17% retroativos ao mês
de janeiro de 2005, ampliando ainda mais o fosso salarial que as
separa da sofrida clase militar;
12) o tendencioso pagamento
de polpudas indenizações (isentas do imposto de renda)
a "ex-companheiros" anistiados da esquerda, "perseguidos
e torturados pela ditadura" e até a jornalistas liberais
- como é o caso de Carlos Heitor Cony, que nem funcionário
público era -, concedidas em processo de tramitação
acelerada e pagamento imediato, sobretudo em comparação
com a grande maioria das pessoas de bem, que nunca nem se envolveram
em atos ilícitos e há anos esperam pelo pagamento
de ações já vitoriosas em todas as instâncias;
assim promovendo-se os derrotados do passado a verdadeiros heróis
da pátria e propiciando-se o espetacular enriquecimento de
advogados, ex-terroristas, apadrinhados e simpatizantes, numa forma
inédita no planeta, claramente afrontosa ao espírito
da lei de anistia, transmutada em ressentimento e vingança
nesse visível assalto aos cofres públicos, também
roubados pelo esquema de corrupção montado, ardilosamente,
em gabinetes palacianos;
13) em suma, o comportamento
do governo petista, de completa demagogia em relação
à ética, à transparência, ao combate
à corrupção e à governabilidade legal
- contribuindo, aos olhos da sociedade representada por suas elites,
para a desmoralização dos poderes executivo e legislativo
e para a quebra da espinha do poder judiciário - configura
uma conduta de execrável afronta à moralidade pública
e aos princípios democráticos, vilipendiados por essa
camarilha de ex-guerrilheiros não arrependidos; essa corja
de usurpadores, que trasportaram para o governo os mesmos métodos
de violência e assalto a bancos que empregavam na clandestinidade,
merecendo, por todos os títulos e atitudes, o total repúdio
da nação brasileira.
e.Tão clara está
ficando a trama de corrupção orquestrada pelo PT -
à luz das investigações das diversas CPIs em
curso -, que a sua definitiva constatação, conjugada
à inevitável cassação de um grande número
de parlamentares, poderá, por circusntâncias, impedir
que o Congresso Nacional se veja sem condições morais
de julgar o Presidente da República. Triste é esse
criminalista e ministro da Justiça, muito bem articulado
e astuto, capaz de defender causas as mais abomináveis, tomar
a peito o esquema de defesa da quadrilha palaciana e desse infeliz
publicitário! Mais grave ainda é a possibilidade de
um punhado de leis aprovadas de forma imoral virem a ser ser questionadas
judicionalmente, estabelecendo-se um imbróglio jurídico-legislativo
de sérias proporções na vida nacional. Mas,
claro, lá no Supremo, tem o Nelson Jobim, para garantir,
a todo custo, a panacéia da governabilidade desse nefasto
governo, em nome da qual tanto mal se tem feito às insituições
democráticas!
f. Na eventualidade, enfim,
do julgamento político do Presidente, poderá ocorrer
um levantamento das massas, insufladas pelo PT e pelo MST, seu braço
armado, sempre prestigiado e protegido pelo próprio Lula
que, em diversas oportunidades, manifestou-lhe seu integral apoio,
afirmando, textualmente, a sua decisão de jamais empregar
a força para conter as ilegais invasões de propriedades
procedidas por esse organizado movimento.
g. É, portanto, bastante
plausível conjecturar sobre a efetiva possibilidade de nos
vermos diante de um confronto em que as Forças Armadas tenham
que intervir apenas para manter a ordem, sem quaisquer outros objetivos
a não ser o de garantir o livre funcionamento das instituições
republicanas, por ser essa justamente a sua missão precípua.
4. Nesse ponto, General,
é que desaguam as mais sérias preocupações
de todas as conciências esclarecidas que compõem a
nossa classe e que, por acompanharem com vivo interesse o desenrolar
dos graves acontecimentos que afetam os diversos campos do poder,
constatam a presença de miasmas que abalam os inalienáveis
alicerces do estamento militar. Por isso, na aflitiva busca de idéias,
com vistas a minimizar o atual impasse que esmorece o pulsar da
vida castrense, à guisa de conclusão, submeto à
consideração de V Exª as sugestões enfocadas
a seguir.
a. É incoveniente
e até perigoso aceitar uma esmola, em forma de reajuste salarial
parcelado que, em absoluto, não satisfaz a classe militar
- que hoje convive com uma defasagem salarial superior a 35% -,
sob a injustificada alegação de falta de recursos,
pois eles sempre aparecem quando existe a vontade política
de alocá-los e o que o governo nos deve é o cumprimento
da promessa de conceder 23% até março de 2005, feita
num momento em que a palavra presidencial ainda era digna de crédito.
b. Os membros do Alto Comando
do Exército estão faltos de coragem para, deixando
de lado possíveis interesses pessoais e esse comportamento
excessivamente cordato - que vem se tornando atávico -, assumirem
uma atitude uníssona, a partir de um endurecimento, na firme
defesa da reinvindicação salarial da classe. O Cmt
da Força tem que ser instado a passar essa decisão
via Informex para a tropa, como crucial instrumento de mínima
coesão e de resgate de uma liderança visivelmente
abalada, como se verifica nas freqüentes mensagens que transitam
na Internet, com referências desrespeitosas ao Presidente
e aos Cmt das Forças Singulares. Nos tempos em que a moral
prevalecia, já deveriam elas ter acarretado severas punições
para os elementos que as emitiram. Em nossos dias, enquanto uns
as condenam, outros aplaudem. É o princípio da desunião!
c. Paralelamente, torna-se
imprescindível acompanhar com a máxima atenção
e previdência os fatos políticos e militares da atualidade
brasileira, cujas conseqüências - se descambarem para
uma agitação pública de vulto -, certamente
não serão enfrentadas com a desejada eficácia,
assumindo-se a popular atitude do avestruz.
d. O processo de democratização
do país levou as Forças Armadas à submissão
à sociedade civil, não à subserviência
irresponsável e atoleimada. Há que se renunciar a
pretensões egoístas para lutar pelo conjunto da Instituição
e isso jamais se fará de forma sempre mansa, servil, acomodada
e pusilânime, pois os tempos mudaram, os direitos se ampliaram
e, quando pintar o momento de efetivo emprego da Força, as
decisões de cima não encontratrão eco no seio
de uma tropa insatisfeita com salários e equipamentos sucateados
e, mais do que isso, tendo de cumprir ordens de chefes sem o respaldo
de uma liderança viva e atuante, num contexto em que o supremo
mandatário da nação lidera um governo revanchista
e totalmente desmoralizado.
e. A proliferação
de atos isolados - a exemplo de manifestações de rua,
tanto de nossas mulheres guerreiras quanto a de sargentos (anuncuada
para agosto), a da oficialidade jovem (anunciada para setembro)
ou a de paralisação de aeroportos pelos controladores
de vôo da FAB - poder até forçar o governo a
nos conceder um reajuste melhor, mas não resolverá
a gravíssima questão da falta de credibilidade dos
Cmt das Forças Singulares e dos Oficiais-Generais, neste
momento abaixo da crítica. Muito pelo contrário, ela
ficará sobejamente aumentada, no âmbito da tropa e
da sociedade. Se alguma "insubordinação"
é necessária - e esse nefasto governo tem que ser
peitado, com atitudes explícitas, na base do grito, do tranco
e do famoso soco na mesa -, é vergonhoso deixarem os chefes
que a essa atuação se exponham os subordinados e suas
aflitas mulheres. Isso jamais deveria ser estimulado, esperado,
nem mesmo tolerado como comportamento a ser seguido pelos briosos
militares dos postos e graduações abaixo do generalato,
em serviço ativo. Nesse sentido, não dá mais
para agüentar os nossos Generais de quatro estrelas permanecerem
tão mudos, pacíficos e acomodados, como se nada estivesse
acontecendo. Que estão esperando para exercerem o poder de
pressão que lhes concede o mais alto posto da carreira militar?
Com todo o respeito que mereçam - e esta nossa colocação
é absolutamente impessoal -, para que chegassem onde estão
muita gente de farda dobrou noites indormidas a serviço de
suas excelências. São eles, portanto, que precisam
se expor, cobrando, de preferência em conjunto, um posicionamento
enérgico do General Albuquerque - porque não deveriam
mais estar preocupados com o que porventura tenham a perder - e
não os oficiais, ST e sargentos, para os quais qualquer atitude
desse jaez pode ser interpretada como indisciplina ou insubordinação
e causar prejuízos irreparáveis às suas carreiras,
além de ferir os princípios basilares que vigem no
seio da tropa. Que dirá das mulheres que lá estão
lutando, justamente para que seus maridos possam se manter disciplinados
- na forma exterior ou manifesta -, porque a atitude não
manifesta publicamente, lá no fundo de seus corações,
só mesmo Deus conhece? E aí é que mora o perigo,
porque, de repente, uma gota d'água a mais pode muito bem
transbordar o pote. É muito bom que os chefes não
esqueçam que para tudo há limite!
f. Como a palavra virou moda,
na verdade, as Forças Armadas precisam, com urgência,
dar maior publicidade ao produto que vendem. O ministro Palocci
está na dele, oferecendo estabilidade na área da economia
e finanças, cabendo à Defesa, assessorada pelos Cmt
das Forças Singulares, dizer, em alto e bom som, que vende
algo muito mais valioso, que são a garantia da ordem, da
soberania e do livre funcionamento dos poderes constituídos,
sem os quais pouco adiantarão finanças bem estabilizadas.
Não estamos em regime parlamentar e a recente experiência
de se ter um primeiro-ministro de fato, de triste memória,
jamais há de voltar. Portanto, não cabem toda essa
autoridade e essa empáfia do ministro da área econômica
e equipe, que sabem muito bem impor limites às coisas só
quando querem, já que - além de várias outras
decisões que de legalidade só têm a aparência
-, não tiveram o necessário pulso ou a precaução
para impedir que, em sua própria casa, o Banco Central, de
alguma forma, compactuasse com toda essa roubalheira, da qual muito
estranhamente nunca esse banco desconfiou, quando se sabe que toda
a movimentação financeira do país é
de perto acompanhada por essa instituição, cujo titular
só não caiu por estar inaceitavelmente blindado pelo
Presidente, devidamente aconselhado pelo seu poderoso ministro da
Fazenda. Bem, pelo menos agora, já deu para entendermos as
razões de se lhe ter concedido o "status" de ministro...
A aceitação
de esmolas dessa gente é um acinte, um desprestígio,
um grande risco e uma demonstração de fraqueza, de
conseqüências imprevisíveis, porque as que se
podem prever já são altamente preocupantes. Por que
temos sempre de dizer amém, mesmo que as pessoas que a isso
nos concitam não tenham a menor dignidade moral? Isto é
uma vergonha!
g. O Exército Brasileiro
tem que se posicionar e exigir da sociedade uma definição
clara do tamanho que deve ter, com vistas a contrabalançar
o argumento da escassez de recursos para o seu inadiável
reaparelhamento e o justo pagamento aos seus integrantes. Não
pode ficar refém nem de autoridades nem de subordinados insatisfeitos
que, por se indignarem com a falta de coragem de seus chefes, sintam-se
no direito de ameaçar os pilares da instituição,
da forma perigosa como se projeta em nossos dias. Que se unam os
Generais, deixem de lado seus interesses pessoais e se conduzam
com firmeza, antes que seja tarde! Certamente, as outras Forças
Sigulares acompanharão essa mudança, que não
pode mais ser adiada, sob pena de se causarem prejuízos irreparáveis
à nação brasileira!
h. O país virou um
enorme balcão de negócios. Num dia, rapidamente, o
Presidente Lula sansiona o novo teto da Magistratura; no dia seguinte,
a imprensa noticia que o Ministro do STF, Nelson Jobim, veste sobre
a toga o uniforme de político e sai apressado a dizer que
o país ficará ingovernável se Lula for derrubado,
mostrando que todo Poder tem seu preço! Já o absolveu,
antes que o Congresso Nacional tome a sua soberana decisão.
É isso que que causa a malversação da coisa
pública: a certeza da impunidade! Contudo, sobre o que vai
acontecer ao Lula não compete às Forças Armadas
decidir ou mesmo opinar. Jamais deverão é abrir mão
de atender ao seu sagrado compromisso de garantir a ordem, a soberania
e o livre funcionamento dos poderes constituídos. Hoje, defrontamo-nos
com uma verdadeira tortura mental: pensar na situação
de uma tropa insatisfeita, compondo uma Força desaparelhada,
tendo que cumprir ordens de chefes desacreditados, subordinados
a um Comando Supremo demagógico, sem palavra, mentiroso e
desleal aos sãos princípios que devem nortear a vida
de um estado democrático, alcançado depois de tanto
sacrifício de um povo pacífico e generoso! Mistura
muito explosiva essa, que deve tirar o sono dos nossos estrategistas,
configurando um risco de alta conta, maior ainda por não
ser calculado!
h. Esse é o terrível
cenário que se projeta, a curto prazo, no horizonte do país,
como palco de possíveis ações de responsabilidade
das Forças Armadas brasileiras. E estas, as dolorosas inquietações
que pululam na mente de todos aqueles que se preocupam, com seriedade,
com os destinos da nação, para as quais solicito a
especial atenção de V Exª, em vista de sua posição
de General de Exército e Presidente dessa valorosa instituição
que, ao longo da história, em defendido, corajosamente, os
anseios de nossa classe.
Gilberto
Gonçalves de Lima
Cel Ref do Exército Brasileiro
Bem
vindo ao grupo TURMA NAÇÕES UNIDAS!
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TURMA NAÇÕES UNIDAS-Amizades para sempre!
Fonte: http://www.turmanacoesunidas.3wr.net
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