|
A
CONFIANÇA DO POVO BRASILEIRO NO SEU EXÉRCITO
A
Academia Militar das Agulhas Negras concluiu esta semana a Manobra
Escolar, exercício de campanha que coroa o ano letivo.
A
situação geral vivida pelos executantes foi concebida
num quadro de combate da resistência e o exercício
comportou o emprego de aproximadamente 2500 militares, homens e
mulheres, de todas as Armas, Serviço de Intendência,
Serviço de Saúde e Quadro de Material Bélico,
que atuaram em uma área de 2400 quilômetros quadrados,
em trechos de vários municípios do Vale do Paraíba,
Serras do Mar e Mantiqueira, como Falcão, Bocaina de Minas,
Itatiaia, Resende, Quatis, Arapeí, São José
do Barreiro e Areias, pequenas cidades dos Estados São Paulo,
Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Durante
os trabalhos executados, os oficiais, cadetes e praças travaram
inúmeros contatos com o povo, tanto nas Ações
Cívico Sociais (ACISO) realizadas em cidades e vilarejos,
quando pessoas carentes receberam apoio de saúde e outras
benesses, mas também durante as simulações
de combate, todas executadas dentro dos padrões preconizados
pelo Sistema de Instrução Militar do Exército
Brasileiro (SIMEB).
Mas
o que ressaltou nestes contatos foi a extrema boa vontade das pessoas
com os militares. Jovens, velhos e crianças participaram
das atividades e ajudaram a tropa de muitas maneiras, mostrando
sua confiança no Soldado de Caxias.
Um
capitão, que estava numa base de combate no sopé do
Pico da Pedra Selada, relatou o seguinte:
-
Precisávamos de uma casa durante algumas horas, para fazermos
um determinado trabalho. Procurei um cidadão, morador de
uma pequena fazenda, e perguntei-lhe se ele conhecia nas imediações
alguma casa abandonada, mesmo em ruínas, que pudéssemos
usar.
Ele
respondeu que me emprestaria a casa onde estávamos, na qual
ele morava com a sua família.
Disse-lhe
que agradecia, mas de modo algum iríamos incomodá-lo,
ainda mais que precisaríamos da casa às cinco horas
da manhã.
Então
ele falou o seguinte:
-
Capitão, eu saio às quatro para tirar leite das vacas.
Amanhã vou levar comigo toda a família e vou deixar
a casa com o senhor!
E
assim foi feito.
Este
não foi um caso isolado, em outros lugares aconteceram coisas
semelhantes. Todos queriam ajudar os soldados; todos queriam vê-los,
sempre demonstrando amizade e grande confiança no Exército,
como ficou evidenciado no exemplo citado.
Por
que, num mundo onde imperam a violência e a desonestidade,
as pessoas de bem confiam nos Soldados de Caxias?
Confiam
porque os Soldados de Caxias são o BRAÇO FORTE E A
MÃO AMIGA!
Quando
chega a seca, o soldado transporta e distribui a água e o
alimento, que de outro modo não chegariam aos necessitados.
Se
a ponte cai, o soldado rapidamente constrói outra.
Se
a dengue ataca, o soldado mata o mosquito.
Se
o rio transborda o soldado salva vidas.
Se
outros países estão em dificuldades o soldado ajuda
na Força de Paz.
Construindo
açudes, estradas de rodagem, estradas de ferro, pontes e
viadutos, o soldado sempre esteve presente.
Garantindo
a lei e a ordem, protegendo as famílias, as mulheres, as
crianças e os idosos, o soldado nunca falhou.
Ao
mesmo tempo, vencendo grandes dificuldades, o soldado estuda e se
adestra, ficando em condições de defender a pátria,
mesmo contra um inimigo mais forte.
O
povo brasileiro sabe de tudo e por isto confia no Soldado de Caxias.
Mas
se esta confiança alegra nossos espíritos, também
coloca sobre nossos ombros grande responsabilidade, pois não
podemos faltar a esta confiança.
Finalizando,
aí vai uma mensagem destinada particularmente aos cadetes.
Jovens
irmãos de armas! Vocês brevemente serão os portadores
da grande tocha de fogo que, nas horas de desespero, sempre iluminou
a Nação, e cuja luz é produzida no cadinho
do patriotismo e da integridade de caráter do Soldado de
Caxias.
Preparem-se
e não falhem, porque o Brasil não sobreviverá
sem o seu Exército.
BRASIL
ACIMA DE TUDO
Colaboração:
Cabu
|